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Se houver “reajuste zero” servidores vão protestar, diz presidente Sintsepmi

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Priscila Miranda Xavier Costa esteve na Câmara Municipal na tarde desta terça-feira (13) e protestou contra o governo. Em entrevista concedida à imprensa ela falou que se o prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB) não conceder reajuste aos servidores, haverá manifestação por parte da categoria.

Priscila Martins -presidente Sintsepmi

Itabira/MG – A declaração da sindicalista vai de encontro às informações repassadas pelo secretário de Governo, Ilton Araújo Magalhães de que as negociações com o Sintsepmi estariam encerradas e que o governo concederia apenas um reajuste no cartão alimentação em 14%, passando dos atuais R$ 192,00 para R$ 218,88.

Para a presidente do Sintsepmi, o fato do governo conceder o aumento no cartão não é motivo para o servidor deixar de manifestar sua indignação. Segundo Priscila Miranda, caso o projeto de lei seja encaminhado à Câmara sem o reajuste salarial, os servidores participarão da reunião e pressionarão os vereadores a não votarem a favor da matéria.

“Já falamos com os vereadores que se vier um projeto de reajuste zero os servidores virão para a Câmara protestar. Um dos vereadores, de oposição é claro, ficou de nos informar quando o projeto chegar”, disse a representante dos servidores.

Ainda em entrevista Priscila destacou que o reajuste de 14% no cartão, informado pelo secretário de Governo, não será motivo para impedir o movimento. Ela explicou que a greve foi apenas suspensa e não encerrada.

“Em relação aos 14%, geralmente eles [Prefeitura] fazem isso via decreto, ele pode fazer ou revogar, se ele quiser fazer o decreto não vai impedir da gente continuar o movimento, de fazer greve ou operação tartaruga”, disse a sindicalista.

“Eles [equipe de governo] estão querendo plantar uma mentira, dizendo que o Sindicato desistiu, que já está tudo combinado, mas o Sindicato chama para mobilização, chama para continuar o movimento e qualquer movimento que não condiz com a realidade de nossa aceitação a gente estará na Câmara ou na Prefeitura para pressionar”, concluiu.

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