ACT da Vale: Paulo Soares promete “jogo duro” nas negociações

A expectativa é que o acordo seja concluído antes do dia 11 de novembro, quando entra em vigor a nova legislação trabalhista.

Paulo Soares - vereador e presidente do Sindicato Metabase

O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, Paulo Soares de Souza, volta a se reunir com a Vale nesta quarta-feira (18) em Belo Horizonte para dar sequência às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/18. A primeira reunião ocorreu nesta terça-feira (17) com os diretores do Metabase e membros do grupo Unidade Sindical. A expectativa é que o acordo seja concluído antes do dia 11 de novembro, quando entra em vigor a nova legislação trabalhista.

Itabira/MG – Os sindicalistas reivindicam o reajuste salarial de todos os empregados, mediante aplicação de 100% da inflação acumulada, apurada pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1º de novembro de 2016 a 31 de outubro de 2017, mais 5% de ganho real.

Para esta nova rodada de negociação o presidente do Metabase, Paulo Soares de Souza disse que manterá a resistência com a empresa, para que os trabalhadores não sejam prejudicados. Devido a esta postura, adotada pelo grupo na primeira rodada de negociação com a Vale, a empresa se comprometeu a não aplicar as mudanças da reforma trabalhista.

“Estaremos firmes durante a rodada de negociação nesta quarta e vamos ser duros, assim como fomos na primeira rodada. Não vamos aceitar que a Vale imponha nada […] Eu faço isso porque é meu dever, porque é minha obrigação, faço por mim também, assim como a direção faz por ela. O nosso papel e o nosso dever é tentar fazer as coisas certas e não abaixar a cabeça para a Vale, não se vender para a empresa. Por isso estamos indo com tudo nesta rodada de negociação”, garantiu o presidente do Metabase.

Além do reajuste salarial e o ganho real, os sindicatos cobram da Vale o piso salarial de R$ 3.744,83, o cartão alimentação de R$ 1.135,58, calculado com base na pesquisa nacional da cesta básica realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (DIEESE) e também a manutenção de todos os direitos e benefícios que estão no acordo em vigência.