Secretário de Educação volta a defender realocação nas escolas

Secretário de Educação volta a defender realocação nas escolas: “Em alguns casos a média é de dois alunos por professor”.

José Gonçalves - Secretário de Educação

O secretário municipal de Educação, José Gonçalves Moreira voltou a dizer que existe uma grande necessidade de realizar a realocação de alunos das escolas localizadas nas zonas rurais do município, devido à baixa quantidade de estudantes. Em alguns casos, como o da Escola Municipal José Custódio Costa, localizada em São José dos Turvos, a média é de dois alunos para cada professor, enquanto a maioria das outras é de seis alunos por professor.

Itabira/MG – “A nossa grande preocupação deve ser com a qualidade do ensino, as crianças tem que ter uma escola de qualidade e a partir do momento que uma comunidade começa a perder aluno… a população vem crescendo, mas há setores do nosso município que há uma redução de alunos. A prova disso é uma escola estadual que está fechando as portas, no Campestre e Bela Vista. O porquê? Porque não tem aluno”, contou o secretário em entrevista concedida à Rádio Itabira.

Segundo José Gonçalves, a explicação para o fechamento das escolas e a necessidade de realocar os alunos é devido ao baixo crescimento familiar, hoje, de acordo com ele, uma existe uma média de dois filhos por casal.

A mudança destes alunos de escola, garantiu o secretário, não deixará nenhuma criança sem estudar.

“Nenhuma destas crianças ficará sem escola. No caso do Candidopólis, quem mora dentro de Candidopólis e estuda na escola de lá, são 15 alunos, eles e outros que já vem no transporte irão para o Barreiro, o bairro mais próximo e os alunos do Turvo, irão para Duas Pontes. O que eu não posso e o município tem dinheiro pra isso é você pagar um professor para ficar dando aula para seis alunos, dois alunos e no momento não temos dinheiro para isso”, disse o secretário.

Em relação ao custeio do transporte escolar para atender estes alunos que serão realocados, o secretário explicou que não afetará os cofres públicos.

“No caso de Candidopólis não haverá acréscimo nenhum nas despesas, porque muitas crianças de outras comunidades já passam na porta da escola em ônibus e vãs indo estudar no Barreiro, então, não haverá prejuízo. No caso do Turvo a mesma forma, porque nós pagamos o transporte por aluno e não por quilometragem, então tanto faz em deixar no Turvo ou em Duas Pontes, o valor é o mesmo, não haverá aumento de despesa”, explicou José Gonçalves.