Competição internacional dá medalha a jovem do DF

O Brasil levou 56 competidores e subiu ao pódio 15 vezes.

Por Jalila Arabi

Aos 21 anos, o estudante brasiliense Fábio Serpa já é um empresário. Desde 2015, ele e o irmão três anos mais velho administram uma marcenaria que leva o sobrenome da família e já conta com mais dois funcionários. Com essa experiência e incentivado pelo irmão, Fábio Serpa decidiu ampliar os conhecimentos no ramo depois de cursar o ensino médio e se matriculou em um curso técnico de Marcenaria de Móveis.

Durante dois anos, ele intensificou seus estudos para participar da maior competição de educação profissional do mundo, o Worldskills. Nesse ano, o Brasil ficou na segunda colocação no ranking geral, perdendo só para os russos. Fábio Serpa levou medalha de bronze no setor de movelaria e conta como se sentiu depois de tanto preparo. “É coisa assim, é emoção grande poder ter estado ali, ter representado o Brasil naquele lugar.”

A olimpíada desse ano foi em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O Brasil levou 56 competidores e subiu ao pódio 15 vezes. A coordenadora de educação do Sesi no Distrito Federal, Claudia Rocha, atribui o bom desempenho do País na competição à qualidade do ensino técnico. “O aluno precisa, sim, se preparar para o mundo do trabalho, não só o ingresso na universidade. Porém, fazendo o ensino técnico, ele amadurece bem mais rápido, as possibilidades no mercado de trabalho são grandiosas.”

O economista, educador e agora parlamentar Cristovam Buarque (PPS-DF) acredita que a educação profissional pode ser uma forma de geração de empregos. Ele defende que o ensino médio tenha quatro anos para que os estudantes saiam já com formação técnica. “Um dos maiores problemas da sociedade é o emprego. E o emprego não será resolvido com diploma universitário para todo mundo. O emprego vai precisar, cada vez mais, de cursos profissionais.”

O Distrito Federal conta com mais de 22.700 matriculados na educação profissional, segundo dados do último Censo Escolar. Entre esses, mais de cinco mil têm idade entre 20 e 24 anos, como é o caso do medalhista Fábio Serpa.