Manifestantes bloqueiam linha férrea em Valadares em ato para recuperar Rio Doce

Ato foi realizado por integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens e durou cerca de três horas; grupo deixou o local após ordem judicial determinar liberação da linha férrea.

Grupo interditou a linha férrea durante o ato no Bairro Cardo (Foto: Movimento dos Atingidos por Barragens/Divulgação)

Um protesto interditou a linha férrea em Governador Valadares (MG), na altura do Bairro Cardo, por cerca de três horas nesta quarta-feira (8). Os manifestantes pertencem ao Movimento dos Atingidos por Barragens e cobraram maior agilidade para que a Samarco recupere a Bacia do Rio Doce após o rompimento da barragem de Fundão, ocorrido há dois anos.

Governador Valadares/MG – Entre as reivindicações do grupo também está o reconhecimento dos atingidos pela tragédia, tais como pescadores, produtores rurais, ilheiros e barranqueiros. Além disso, também cobram o fornecimento de água de qualidade em algumas localidades que foram afetadas pelo desastre ambiental e querem a participação dos atingidos nos processos de negociação e recuperação ambiental.

Os manifestantes carregavam diversas faixas e cartazes du Eles se retiraram do local após a chegada de uma ordem judicial determinando a liberação da linha férrea.

Grupo colocou faixas ao longo do trecho da linha férrea (Foto: Movimento dos Atingidos por Barragens/Divulgação)

Procurada pelo G1, a Vale informou que as reivindicações dos manifestantes não têm relação com as operações da empresa ou da estrada de ferro Vitória a Minas. Informou também que repudia quaisquer manifestações violentas que coloquem em risco passageiros, empregados e operações e ratifica que obstruir ferrovia é crime.

A Vale, não informou se o manifesto acarretou paralisação de viagens, mas afirmou ter impactado no tráfego ferroviário.

Já a Fundação Renova informou que elaborou, por meio de construção conjunta, uma proposta de indenização coletiva para os pescadores, que teve como base estudos que indicaram a renda média para cada categoria de pescador. O órgão disse ainda que até o momento foram pagos cerca de R$ 500 milhões em auxílios e indenizações em Minas e no Espírito Santo.

Fonte: G1 Vales de Minas