Quatro mulheres foram agredidas somente neste feriado (15)

Nos últimos dias o número de registro de agressões físicas contra mulheres cresceu consideravelmente em Itabira.

Além dos quatro casos de agressões registrados contra essas mulheres, no final de semana anterior uma mulher e seus quatro filhos quase foram queimados vivos após um ex-namorado atear fogo na casa localizada no bairro Penha, em Itabira, onde a mulher e os filhos dormiam. Uma ação rápida da Policia Militar prendeu o acusado, e o Corpo de Bombeiros conseguiu apagar as chamas. Mãe e filhos passam bem.

Itabira/MG – Nos últimos dias o número de registro de agressões físicas contra mulheres cresceu consideravelmente em Itabira. Um dos casos aconteceu na Praça Irmã Maria Clara, por volta de 19h desta quarta-feira, 15 de novembro de 2017, no bairro Novo Amazonas. Um homem de 30 anos, inconformado ao ver a ex-namorada de 21 anos conversando com outra pessoa, esteve no local repentinamente e a colocou em seu carro. Pouco depois, não satisfeito da moça sair com outra pessoa, o homem a agrediu desferindo vários socos, puxando seu cabelo e ocasionando lesões na boca e na face. A mulher ainda se queixava de dores no pescoço, devido as agressões.

A vítima foi atendida no Pronto Socorro Municipal, onde manifestou interesse em fazer representação contra o autor na Delegacia de Polícia Civil. Foi realizado rastreamento pela Policia Militar, porém, o autor não foi localizado.

Outro – Por volta de 23h a Policia Militar foi acionada para comparecer na rua João Paulo II, no bairro Boa Esperança, onde um homem de 51 anos agrediu a companheira de 53 anos. Ela relatou que na ultima terça-feira (14), por volta das 20h, tinha saído com uma colega e, ao chegar em casa por volta das 23h, seu amásio, por ciúmes, lhe deu alguns empurrões.

Na quarta-feira (15), ao acordar, o autor continuou a incomodando e a agrediu com chutes, socos na boca e na cabeça, além de ameaça-la de morte caso chamasse a polícia.

A vítima ainda se queixou de inchaço nos lábios e no couro cabeludo, porém, mesmo após grande insistência dos Militares em levá-la ao Pronto Socorro, ela se recusou. A vítima informou ainda que o autor já lhe agrediu outras vezes, porém, ela depende do mesmo e caso ele seja preso não vai ter onde morar, tendo em vista que a casa é dele. A mulher se recusou a representar contra o companheiro, que não foi encontrado pelos Militares que realizaram rastreamento no pasto aos fundos da residência por onde fugiu.

Outro – Por volta de 23h35 mais uma mulher foi agredida desta vez na rua dos Eletricistas, no bairro Gabiroba, onde um homem de 20 anos agrediu uma mulher de 29 anos. Aos PMs a vitima relatou que seu namorado, após ingerir bebida alcoólica, pegou seu aparelho celular e teve crise de ciúmes. Quando ela dormia o autor lhe deu uma mordida no rosto, causando um hematoma. Ela só não apanhou mais porque a mãe do autor entrou na frente na hora em que ele usaria um pedaço de madeira contra ela. A vítima não quis ir ao Pronto Socorro Municipal para ser medicada e disse que iria posteriormente.

O autor também dispensou ir até a unidade de saúde. Ele estava muito nervoso, alegando que a namorada estava tendo um caso com seu ex-namorado. O autor foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil. A vítima não desejou representar contra o agressor, requerendo apenas medida protetiva.

Outro – Na madrugada desta quinta-feira, 16 de novembro de 2017, por volta de 2h, mais um cato ocorrido no bairro Gabiroba desta vez na rua dos Executivos. O autor de 30 anos agrediu a namorada de 18 anos. A vítima relatou aos Militares que está namorando com o autor há cerca de quatro anos, que tem um filho com ele e que estava tomando cervejas com o autor em sua casa quando saíram e ele a levou para um loteamento. No local o homem a tirou do carro, sendo um Vectra de cor prata, e começou a agredi-la com socos, chutes e com a chave do carro. Logo depois das agressões lhe colocou a força novamente no veículo e a deixou próximo da residência dela.

A vitima contou ainda que após descer do carro começou a gritar por socorro. A mesma sentia fortes dores no braço e antebraço esquerdo, lesões leves no pé esquerdo e escoriações na perna direita. Ela foi levada ao Pronto Socorro Municipal de Itabira, onde recebeu atendimento médico. A vitima manifestou aos Militares interesse em proceder com representação, para obter medida protetiva contra o autor.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha é uma lei importantíssima, exitosa e é das leis brasileiras, aquela que pegou, ela veio para ficar. Por quê? Porque ela mudou completamente a perspectiva da punição. Antes, na Lei 9.099, tinha como punição ao agressor, independente do crime, distribuir cestas básicas. E a Lei Maria da Penha coloca, no mínimo, três anos na cadeia. E ainda, desde o ano passado, mexe na conta bancária do agressor.

O que é isso? São as indenizações regressivas. O agressor que mata a mulher e ela deixa dependentes tem que ressarcir ao INSS o custo que a União tem com os dependentes. E, no caso dela ficar sequelada, também o agressor tem que devolver à União. Portanto, a Lei Maria da Penha é uma lei exitosa. Em comparação com a passada, a de agora é importante.