Câmara fica sem votação após oposição retirar projetos da pauta

Todos foram retirados da pauta por meio de pedidos de vista

Quatro projetos estavam previstos para votação durante a reunião da Câmara Municipal de Itabira na tarde desta terça-feira (5), no entanto, todos foram retirados da pauta por meio de pedidos de vista. A maioria pelos vereadores da oposição.

Itabira/MG – O primeiro a ser apreciado foi o Projeto de Lei 84/2017 que estima a receita e fixa a despesa do Município para o exercício de 2018. A matéria foi retirada da pauta a pedido do vereador Agnaldo Vieira Gomes “Enfermeiro” (PRTB) sob a alegação de que precisava analisar melhor o texto.

O Projeto de Lei 78/2017, que altera dispositivos da lei municipal e estabelece as diretrizes orçamentárias, conhecida como Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) também sofreu um pedido de vista do vereador Reginaldo Santos (PTB). O mesmo vereador foi o responsável pela retirada do projeto 112/2017, previsto para ser apreciado em primeira discussão. A matéria dispõe sobre o plano de cargos e salários dos servidores da Câmara Municipal e pretende reduzir os vencimentos dos cargos comissionados. Também sob a alegação de que o texto precisa ser melhor analisado.

Já o projeto 87/2017, que aprova os relatórios contábeis da Câmara Municipal referentes ao mês de outubro foi retirado a pedido do vereador Weverton Andrade “Vetão” (PSB). Ao se dirigir ao presidente Neidson Dias Freitas (PP), o vereador justificou seu pedido de vista. “É apenas para analisar com mais calma as contas, senhor presidente”, disse o vereador.

Ao conversar com a imprensa o presidente do legislativo elogiou a postura dos colegas. Para Neidson Freitas, a retirada dos projetos representa um empenho dos vereadores em analisar melhor as matérias que tramitam na casa.

“Fico feliz que os vereadores estão se empenhando para estudar melhor os projetos, sinal que eles têm estudado e não foi suficiente. É para isso que existe esse instituto, isso demonstra envolvimento dos vereadores. Parabéns para os vereadores e que eles continuem assim”, disse o presidente.

Ao ser questionado se os pedidos de vistas podem atrasar a tramitação dos projetos, levando em consideração a aproximação do recesso de fim de ano, Neidson Freitas afirmou que não.

“Se por ventura um destes projetos venha a atrasar nós temos que adequar ao tempo necessário que eles precisam para serem aprovados”, disse ele, sem descartar a possibilidade inclusive de realizar reuniões extraordinárias.