Pauta de exportações brasileiras deve ser repensada

Afirmação foi feita pelo assessor técnico do Ministério da Agricultura, Marcos de Sá.

Ilustração

É preciso mudar a pauta de exportações brasileiras. Foi o que defendeu o assessor técnico da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos de Sá. Ele participou, na tarde de quinta-feira (30/11/17), do Ciclo de Debates Produtos Especiais dos Campos de Minas: As Tecnologias e os Mineiros em Destaque. 

O evento, promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), teve início pela manhã e prosseguiu na sexta (1º/12). O assessor do Mapa ministrou a palestra “Produtos especiais de Minas no comércio internacional”.

De acordo com ele, embora a quantidade de toneladas de exportação esteja aumentando ao longo dos anos no Brasil, o preço dos produtos vem caindo. “Isso porque exportamos essencialmente commodities. Precisamos vender produtos com maior valor agregado”, afirmou.

O assessor relatou que o Brasil tem concentrado as exportações, sobretudo, em soja em grão (27%) e carnes (20%). Em sua opinião, produtos mineiros como os cafés especiais, queijos, azeites e vinhos têm grande potencial para agregação de valor. “Precisamos manter as commodities, mas diversificar as exportações”, salientou.

Ações – Marcos de Sá ressaltou algumas iniciativas do Mapa para ampliar a promoção do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Uma delas é o estabelecimento de estratégias a partir de consultas à sociedade. “Atualmente, há cerca de mil negociações do ministério em curso, mas não existe uma categorização da importância de cada uma delas. Não há uma estratégia internacional para o agronegócio brasileiro”, comentou.

Ele relatou que há o consenso de que deve haver uma abertura de mercado para os produtos artesanais, por exemplo. Mas isso deve ser apontado nessas consultas, como disse. “A expectativa é de que, até janeiro de 2019, haja a definição desses eixos”, contou. De acordo com o assessor, o objetivo é ampliar a participação da produção agrícola que é exportada, de 6,7% do total nacional, para 10%.

Outra iniciativa é o Plano Melhor do Agro Brasileiro, que tem como finalidade a consolidação da imagem do setor. “Há a tentativa de países concorrentes em denegrir os produtos brasileiros. Mas há muitas iniciativas de controle e preservação ambiental aqui, que devem ser apresentadas no exterior”, enfatizou.

Divulgação – O deputado Antonio Carlos Arantes (PSDB), que preside a Comissão de Agropecuária e Agroindústria da ALMG, destacou que tem a expectativa de que o evento seja mais um instrumento para divulgar os produtos especiais mineiros.

ALMG