Encontro na CDL discute o empreendedorismo da mulher

O 8 de março, celebrado como Dia Internacional da Mulher, é marcado por comemorações, mas ainda demanda de muita luta.

Na data em que as mulheres são cercadas por homenagens, palavras gentis e demonstrações de carinho, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) decidiu provocar uma reflexão: a capacidade, por vezes ignorada, das mulheres empreenderem. O 8 de março, celebrado como Dia Internacional da Mulher, é marcado por comemorações, mas ainda demanda de muita luta.

Itabira/MG – A oportunidade para que elas determinem a maneira e qual trajetória pretendem percorrer é essência do que significa ser mulher hoje e, por isso, abrange a possibilidade que ela opte por ser empreendedora. A professora do Senac, Myriam Celme, propôs que as mulheres discutissem sobre a ação de empreender. A tarefa é simples, consiste em buscar soluções que resolvam os problemas das pessoas e essa, segundo Myriam, é uma das características que as mulheres possuem.

Talvez seja pela genialidade feminina, que por imposição cultural, foi obrigada a administrar diversas atribuições ao mesmo tempo, o que mostrou que as mulheres são capazes em tempo hábil de mudar, adaptar e até criar uma nova perspectiva. Myriam explicou que elas já fazem isso dentro de seus lares, no ambiente de trabalho ou no momento do desemprego, por necessidade.  De acordo com a administradora, ela se vê forçada a elaborar algo novo, pois a dependência no outro é praticamente nula.

A professora também ressalta que para empreender não é preciso abrir um negócio próprio, a ação baseia-se em conceber novas possibilidades dentro do ambiente em que está inserido. Outro aprendizado, é que o mito da heroína, designado às mulheres, que assumem vários papéis, deve ser abandonado. A meta é aprender a colaborar, compartilhar, trocar, estabelecer parcerias.

Segundo Myriam, as dificuldades vão existir, porém não podem se tornar empecilhos para que as mulheres não ultrapassem as fronteiras ou se limitem a certos espaços.

Uma das etapas é que elas deleguem e descentralizem o controle das ações e fiquem atentas ao que acontece no entorno. Acreditar e ter coragem também fazem parte da jornada, mas principalmente ter o poder de escolha e a liberdade de trabalhar com o que deseja, esses são tópicos fundamentais para que as mulheres alcancem seus objetivos.