Comunidade terapêutica é visitada pelo Conselho Municipal

Esta foi a segunda vistoria em comunidades terapêuticas em menos de 15 dias

Membros do COMPPUD (Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas) realizaram a segunda vistoria em comunidades terapêuticas em menos de duas semanas. Dia 4, os conselheiros municipais foram até a localidade de Rio de Peixe e encontraram irregularidades na casa denominada “Ápage”. Dia 10, os conselheiros foram à região de Coqueiros, próximo a localidade rural dos Gatos, fiscalizar a Fazenda Esperança, mantida pela Igreja Católica.
Itabira/MG – Foram encontrados 35 acolhidos, entre os quais três menores de 18 anos. O responsável técnico do local, o alemão Daniel Heiduk, disse que o regime não é de internato e não são feitas cobranças de contribuição. “Como não há internação compulsória, há a liberdade de sair do local, mas o regresso é permitido só após seis meses”, disse Daniel, missionário que está a dois anos e meio administrando a Fazenda Esperança.
A idade dos acolhidos é de 15 a 58 anos, acomodados em cinco casas lideradas por um coordenador de unidade, responsável pela cobrança no cumprimento das regras e administração de medicação. Segundo o responsável não existe remédios controlados para minimizar efeitos da abstinência, apenas laboterapia. Há também metodologia própria em três pilares: trabalho, espiritualidade e convivência. Todos são obrigados a participar das atividades, inclusive as religiosas, com terço às 6h30 e missa ou celebração às 19h.
Não foram encontradas irregularidades na localidade denominada oficialmente como fazenda Nossa Senhora das Graças, obra social Nossa Senhora da Glória, na localidade rural de Barbosa. A comunidade terapêutica segundo seu administrador sobrevive unicamente de doações, como um braço da Igreja Católica. Os familiares dos acolhidos apenas revendem itens fabricados na Fazenda Esperança, como forma de contribuição não obrigatória.

Para ingressar no local é necessária à existência de vagas, havia dez até dia nove de maio de 2018. O candidato a acolhido deve escrever de próprio punho uma carta, revelando sua dificuldade e propondo uma participação na filosofia da comunidade. Segundo a coordenação, esse sistema há em 23 países, e no Brasil em três estados: Minas, Rio de Janeiro e São Paulo, na cidade de Guaratinguetá (SP) esta instalada a unidade-mãe. Em Minas Gerais são dez fazendas, como a de Itabira.