Especial Copa: o que esperar da Suíça, adversária do Brasil

Desde 2006 os suíços não conseguem ir além das oitavas de final do torneio

Por Raphael Costa

Tradicional pelos seus Alpes, temperaturas baixas, chocolates, queijos, relógios, canivetes e por ser um paraíso fiscal, a Suíça tem tentado ser conhecida pelo futebol. E é com esse espírito que os suíços chegam a sua décima primeira participação em Copas do Mundo, com um plantel mais experiente do que em outras edições.

É fato que o sofrimento para se classificar ao Mundial não representa o real desempenho da seleção suíça nas eliminatórias. Por conta de uma derrota para Portugal, que se classificou em 1º, a seleção suíça teve que jogar a repescagem.

O aproveitamento foi idêntico ao dos portugueses com nove vitórias e um empate, no grupo que ainda tinha Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra. No entanto, o saldo de gols garantiu a vaga direta aos portugueses. Os suíços encararam a Irlanda do Norte na repescagem, , com uma vitória pelo placar mínimo fora de casa e um empate sem gols, garantiram a vaga para o Mundial na Rússia.
Desde 2006 os suíços não conseguem ir além das oitavas de final do torneio. Nas edições de 1934, 1938 e 1954, a seleção nacional conseguiu chegar as quartas, melhor resultado em Copas do Mundo. No último Mundial, a Suíça passou em segundo no grupo, após vitórias sobre Honduras e Equador e uma derrota para a França. A eliminação veio nas oitavas, contra a Argentina.

Para a Copa deste ano, a Suíça chega com um plantel com jogadores experientes e que jogam nas principais ligas da Europa. É o caso, por exemplo, do lateral-direito Lichtsteiner, que joga na Juventus, da Itália, e o meia Xhaka, que atua pelo time inglês do Arsenal.

O meia Xherdan Shaqiri é o principal nome da seleção. Com 26 anos, o baixinho de 1,69m começou a carreira pelo Basel. Depois de três anos atuando no futebol local, Shaqiri foi contratado pelo Bayern de Munique, onde atuou por três anos e conquistou a Liga dos Campeões com os bávaros.

Canhoto, com recursos técnicos e de muita força, o meia ainda jogou pela Inter de Milão e atualmente está no Stoke City, da Inglaterra. Na seleção principal já são 20 gols em 68 partidas, sendo convocado desde 2010. O meia mostrou parte do seu potencial na última Copa, marcando três vezes contra Honduras, na fase de grupos.

No grupo E, junto com Brasil, Costa Rica e Sérvia, os suíços têm grandes chances de, ao menos, igualar o desempenho das últimas participações e avançar para as oitavas.

O primeiro compromisso da Suíça na Copa é justamente contra o Brasil, no dia 17 de junho, às três horas da tarde, horário de Brasília.

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