UPA Fênix: CPI continua investigando construção

Comissão tem mais três meses para finalizar relatório

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada há três meses na Câmara Municipal para investigar a construção e o abandono da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Cesário Martins Carneiro, no bairro Fênix, vai continuar os seus trabalhos mesmo após a liberação do município em pagar a dívida de R$ 4,1 mil à União com a construção do local. O perdão da dívida foi por meio de um decreto assinado pelo presidente Michel Temer em maio deste ano.

Itabira/MG – Apesar da liberação do ressarcimento deste valor o autor do pedido que abriu a CPI, vereador André Viana Madeira (Podemos), informou os jornalistas na tarde desta terça-feira (12) que as investigações vão continuar normalmente.

Mais uma vez o vereador não entrou em detalhes e deixou um clima de suspense no ar. A todo momento ele afirma que a CPI revelará erros no processo licitatório, o que poderá resultar até mesmo “num crime federal”.

“Recebemos os projetos licitatórios e existem erros graves, vamos explicar mais na época, temos fatos que estamos esperando concluir a oitiva de testemunhas para dar nossas opiniões. Existem fatos ensejadores de graves erros. O fato de a prefeitura ter sido liberada de devolver o valor a União, embora tenha essa liberação, não podemos deixar que uma obra de R$ 4,1 milhões fique sem explicações. Isso é dinheiro público e vamos trazer ao plenário fundamentos sólidos de que a CPI tem grandes chances de virar crime federal e municipal, provaremos isso”, garantiu o vereador.

A CPI entra na fase de oitiva de testemunhas, para concluir o relatório que será lido no plenário. A oitiva, destacou o vereador, será feita pessoalmente já nos próximos dias. A CPI tem mais três meses para finalizar o relatório, tempo que André Viana declarou ser “mais do que necessário”.

“Estamos na fase documental, essa semana vamos emitir as intimações para começar a ouvir as testemunhas, ouvindo essas pessoas, vamos concluir os relatórios, vamos ouvir todas pessoalmente, não por e-mail, a não ser que possamos ouvir por meio de videoconferência, mas e-mail não. É grave, vocês vão ver que é grave, na hora certa”, disse o vereador.