Cemig vende rede de fibra óptica por cerca de R$ 650 milhões

Valor superou as expectativas da companhia

A Cemig realizou nesta quarta-feira (8/8), em Belo Horizonte, um leilão para a venda de ativos de telecomunicação nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do país. A companhia arrecadou R$ 648,89 milhões com a venda de 6 mil quilômetros de cabos ópticos em redes metropolitanas e quase 12 mil quilômetros de cabos ópticos de longa distância, localizados em cem cidades de sete estados: Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará e Goiás.

O primeiro lote, que incluía ativos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, tinha o preço mínimo de R$ 335,07 milhões, e foi arrematado pela American Tower do Brasil por R$ 571 milhões. O segundo lote, que contava com ativos na Bahia, Pernambuco, Ceará e Goiás, foi adquirido pela Algar Soluções em TIC por R$ 77,89 milhões, o que representou um ágio 140% superior ao valor mínimo ofertado, de R$ 32,47 milhões.

De acordo com o presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga, o leilão superou as expectativas da empresa, uma vez que o preço mínimo dos dois lotes era R$ 367 milhões. Ao todo, 17 empresas mostraram interesse em participar do leilão e três foram habilitadas para o processo.

“Antes de mais nada é importante frisar que a Cemig aproveitou parte da infraestrutura da extinta Cemig Telecom. Os nossos ativos à venda são muito bem avaliados e têm grande probabilidade de crescimento de mercado. Os interessados enxergaram possibilidades não só nos que estão localizados em Minas Gerais e no Sudeste, como no outro lote, composto de ativos no Nordeste e no Centro-Oeste”, afirmou o executivo.

Para o diretor de Gestão de Participações da Cemig, Daniel Faria Costa, o leilão dos ativos de telecomunicações é um marco importante no programa de desinvestimento da empresa. “É mais um ativo de relevância que foi vendido, dentro dos objetivos da companhia de reduzir o endividamento e se reestruturar”, destaca.

A companhia esclarece que, após o término do prazo recursal, a conclusão da alienação estará sujeita à implementação de condições suspensivas conforme definidas no edital, inclusive a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), se aplicável.