Mulher de 21 anos é mantida em cárcere privado

O suspeito seria um homem de 22 anos, com o qual a vitima tem um filho.

A vítima de 21 anos, moradora do bairro Eldorado, foi sequestrada e mantida em cárcere privado por cerca de 26 dias na casa da ex-sogra de 56 anos que foi qualificada na ocorrência como co-autora no crime, ocorrido em Itabira.

Itabira/MG – Por volta das 8 horas desta quarta-feira, 15 de agosto os Militares registraram a ocorrência. O crime foi cometido numa residência localizado na rua Dois, do Bairro São Cristovão. O suspeito seria um homem de 22 anos, com o qual a vitima tem um filho.

De acordo com informações a genitora da vítima relatou que ela ficou presa na casa do ex-namorado por 26 dias, somente sendo liberada no dia 11 de agosto após a genitora deslocar até o local e quebrar um cadeado que estava no portão.

Em conversa com os Militares ela relatou que no dia 17 Julho 2018 a genitora do autor foi até a residência dela e disse que era para ela –vítima– buscar os documentos do filho de pouco mais de um ano. Assim, ela foi até o local em companhia da ex-sogra.

Em dado momento o autor teria ameaçado a mulher de morte e a proibiu de sair, tendo ela permanecido no local fazendo tarefas domésticas e cozinhando. Ela disse ainda que o autor colocou um pedaço de cano atrás do portão, travando-o, e sempre a ameaçava alegando que se ela fosse embora a mataria junto com o filho deles.

A mulher ainda relatou que durante o período em que permaneceu em cárcere foi agredida e teve os cabelos cortados pelo autor, mesmo este sabendo que a vítima estava grávida de aproximadamente três meses. Ao sair da residência do autor este a ameaçou alegando que se fosse preso mataria um irmão dela, que encontra-se recluso, e quando saísse mataria a vítima e o filho.

Diante dos fatos os Militares fizeram contato na residência do acusado e rastreamento nos locais onde ele costuma frequentar, porém ele não foi localizado.

O conselho tutelar foi acionado para fazer acompanhamento da criança bem como da vítima. O CREAS também vai realizar acompanhamento junto à vítima para consultas com um psicólogo e demais necessidades.

A patrulha de prevenção inseriu a mulher no programa de prevenção à vítima de violência doméstica, realizará visitas diárias ou semanais e monitorará o autor para demais providências.