CIVIL: Deoesp está com estrutura inadequada

A Comissão constatou que as salas são pequenas para acomodar os policiais civis, isso foi um dos problemas verificados na visita nesta terça (4)

Salas pequenas para acomodar os policiais e banheiros inadequados foram alguns dos problemas constatados no imóvel na Pampulha, em Belo Horizonte, em que atualmente funciona o Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), durante visita, nesta terça-feira (4/12/18), da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O Deoesp funcionava no bairro Nova Gameleira e foi transferido, em abril deste ano, devido a uma reestruturação de departamentos da Polícia Civil, para a Avenida Otacílio Negrão de Lima, 640, na Pampulha. A principal tarefa do Deoesp é investigar e promover operações contra grupos criminosos organizados e mais violentos, sendo que atualmente cerca de 70 policiais trabalham no local.

O presidente da comissão e autor do requerimento, deputado Sargento Rodrigues (PTB), apontou que, diante do trabalho especializado produzido pelos policiais do Deoesp, é fundamental que a unidade possua uma estrutura adequada para o seu funcionamento.

“É decepcionante fazer uma visita a uma unidade do Deoesp e encontrar essa estrutura física despreparada, com salas pequenas, banheiros ruins e um estacionamento em que as viaturas não conseguem sair com rapidez”, afirmou o parlamentar.

Sargento Rodrigues disse que, por meio do relatório da visita da comissão, vai cobrar uma solução do Governo do Estado e mobilizar os deputados para, por meio das emendas parlamentares, conseguir a verba necessária.

Sucateamento – A visita foi acompanhada por representantes de sindicatos de policiais civis, que corroboraram a opinião do parlamentar sobre a necessidade de melhorar a estrutura física do Deoesp.

O representante do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas), delegado Felipe Freitas, afirmou que a situação constatada é um reflexo do sucateamento enfrentado pela Polícia Civil há alguns anos e que pode ser verificado em várias unidades. Para ele, no caso do Deoesp, o espaço atual é muito apertado para comportar o trabalho dos policiais.

Já o vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindipol), delegado Marcelo Armstrong, afirmou que na visita foram constatadas péssimas condições de trabalho, com uma estrutura física muito pequena para acomodar o efetivo do departamento. Segundo ele, o sindicato vai solicitar o remanejamento do Deoesp.

 

Permanência no local deve ser provisória

O chefe do Deoesp, delegado Hugo Malhano dos Santos, explicou que, na ocasião da transferência da sede da unidade, foi acordado que a permanência no imóvel da Pampulha seria provisória. Segundo ele, existem algumas opções para resolver o problema da estrutura inadequada do imóvel atual.

Entre as opções, estaria o aluguel de um imóvel mais apropriado, sendo que a verba já foi disponibilizada. Entretanto, Hugo dos Santos explicou que nenhum dos proprietários dos imóveis pesquisados aceitou alugar para o Estado.

Outra opção seria a transferência do Deosp para a antiga sede do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), na Avenida Tereza Cristina. “Esse imóvel já se encontra cedido para a nossa utilização, entretanto seria necessária uma verba de R$ 300 a R$ 400 mil para a reforma do local”, afirmou o delegado.

Ele também apontou como uma possibilidade a transferência para o prédio na Avenida Afonso Pena, que já abrigou o Departamento de Investigação Antidrogas, e onde hoje está sendo construído o Memorial de Direitos Humanos Casa da Liberdade. O edifício era sede do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e também já abrigou o Deoesp.

Ampliação – Por fim, o delegado Hugo dos Santos apontou que outra alternativa seria a ampliação do atual imóvel. Segundo ele, a construção de mais duas salas e dois banheiros resolveria a falta de espaço, sendo necessário cerca de R$ 100 mil.

Fonte: ALMG