Mulher encontrada morta em área restrita do Nova Vista

Uma mulher foi encontrada morta numa área restrita do bairro Nova Vista, em Itabira (MG). O local onde o corpo foi encontrado pertence a mesma área onde a justiça proibiu a circulação de pessoas, veículos e obras no Cordão Nova Vista, da Vale.

Na manhã deste domingo, por volta das 7h, o COPOM (Central de Operações da Policia Militar) foi comunicado por um homem de 24 anos sobre o encontro do corpo de uma mulher boiando às margens da lagoa do coqueirinho, numa área restrita da Vale, na região do bairro Nova Vista.

Pedras impedem que os carros cheguem a lagoa do Pontal, mas a pé, as pessoas passam tranquilamente.

A polícia foi ao local e solicitou o comparecimento dos Militares do 6° Pelotão do Corpo de Bombeiros. No local o solicitante confirmou que o corpo era de sua irmã, de 38 anos, que estava desaparecida desde sábado (8). Diante aos fatos a área foi isolado para os trabalhos da pericia técnica da Policia Civil.

O corpo da vitima não apresentava sinal de violência, e possivelmente ela tenha morrido por afogamento. Um parente disse que a mulher passava por problemas de saúde e fazia tratamento psiquiátrico.

Após concluir os trabalhos a pericia técnica liberou o corpo para ser removido ao Cemitério da Paz, no Posto Médico Legal (PML).

Em tempo – O local onde o corpo foi localizado estava numa área onde a Justiça determinou que a Mineradora Vale parasse de lançar rejeitos na grota do Minervino e no Cordão Nova Vista. Na inicial a Mineradora atendeu a determinação de paralisação das atividades e teria colocado vigilância na área, porém a mulher conseguiu burlar a vigilância e entrar.

A proibição acontece deste o dia 15 de março. A decisão foi proferida pela juíza Karen Castro dos Montes, da 1ª Vara Cível de Itabira. A ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), determinava dentre outras providências que a empresa suspenda o lançamento de rejeitos nos diques Minervino e Cordão Nova Vista, bem como evite realizar atividades de construção, alteamento ou obras de qualquer natureza no Complexo de Pontal da Mina Cauê que possa causar vibração nas áreas do entorno das referidas estruturas. Além disso, determinou a restrição de acesso ao local apenas para pessoas previamente autorizadas e devidamente aptas com treinamento de segurança, sob pena de multa diária de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

A decisão se baseou em notificação recebida pelo MPMG contendo informações preliminares sobre os diques Minervino e Cordão Nova Vista.

A última declaração de estabilidade deste local foi emitido somente em setembro de 2018, período antes das últimas tragédias e alertas de barragens.

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