Afastamento por “rachadinha” depende de decisão judicial, diz presidente da Câmara

Com a prisão decretada de mais um vereador, desta vez Agnaldo Vieira Gomes “Enfermeiro” (PRTB), por suspeita de participação no esquema conhecido como “rachadinha”, quando o vereador retém parte do salário de seus servidores para sua própria utilização, o presidente da Câmara Municipal, Heraldo Noronha Rodrigues (PTB) disse que está preferindo esperar uma decisão judicial para tomar providências sobre afastamentos no legislativo.

Até o momento Agnaldo Enfermeiro não foi localizado pela Polícia Civil. Ele está afastado das reuniões da Câmara Municipal há aproximadamente três semanas, quando apresentou atestado médico. Há 15 dias, a Polícia Civil prendeu, pela suspeita de participação no mesmo crime, o vereador Weverton Limões “Nenzinho” (PNM) e o ex-diretor da Câmara, pastor Ailton Moraes.

Segundo Heraldo Rodrigues, a decisão em afastar ou não os vereadores vai depender agora da Justiça. “Temos que esperar agora para tomar decisão, estou esperando um relato oficial [da Justiça] para tomar a decisão ou não sobre o afastamento do Nenzinho. Sobre o Agnaldo [Enfermeiro} não posso falar nada, por que foi hoje que saiu a decretação da prisão dele. Para nós é muito difícil, todos nós ficamos sentidos com essa situação”, disse o presidente em entrevista à imprensa nesta terça-feira (16).

Segundo o estatuto da Câmara Municipal, o não comparecimento às reuniões da Câmara, desde que justificado, não são pagos, ou seja, o vereador preso não receberá o seu salário na integra. Com relação à Agnaldo Enfermeiro, que apresentou o atestado médico, o recebimento da salário pelo tempo que durar a licença será pago.

Ao final da licença, o vereador deixará de receber os valores na integra. “Não sei até que dia o atestado dele terminaria, eu acho que era ontem [15]. Ele tinha apresentado um atestado e depois ele apresentou outro com mais dias, mas não sei te falar quantos dias ao certo”, disse o presidente.

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