Ex-alunas denunciam professor por crime sexual em Monlevade

Na tarde dessa quarta-feira (7), o promotor de Justiça da comarca de João Monlevade, Rodrigo Augusto Fraga de Almeida e o delegado responsável pela 4ª Delegacia Regional, Paulo Tavares, falaram sobre a prisão de um professor e dono de um curso pré-vestibular suspeito de ter cometido crimes sexuais na cidade.

As investigações partiram da promotoria de Justiça, que investiga o caso desde o mês de abril, quando recebeu as denúncias de duas ex-alunas. Uma das vítimas é menor de idade e a outra possui mais de 18 anos.

Segundo Rodrigo Almeida, na delegacia o suspeito, teria começado a contar os fatos, mas depois alegou que somente falaria em Juízo.

O promotor enfatizou que, por se tratar de crime sexual, detalhes sobre o caso não serão divulgados nesse momento para não expor as vítimas. Segundo ele, as investigações são concentradas em João Monlevade, num primeiro momento. As autoridades não descartam que possam haver mais vítimas.

“É uma suspeita. Não há nada de concreto. Por isso, é importante divulgar para que se houver outras vítimas, que elas possam se sentir encorajadas a procurar as polícias e denunciar”, pontuou o promotor.

O suspeito tem 33 anos e foi preso preventivamente na casa dele, por volta das 6h30 dessa quarta-feira (7). Foram cumpridos pela Polícia Civil dois mandatos de busca e apreensão. Um na residência e outro na sede da escola. Nos dois locais foram recolhidos aparelhos que armazenam mídias. Foi encontrado também na casa dele, uma pequena porção de maconha, que segundo o promotor, o homem alegou ser para consumo. A intenção é checar se nos dispositivos existem imagens ou vídeos que endossem as denúncias.

O promotor Rodrigo destacou que as investigações devem ser encerradas nos próximos dias para que o processo seja encaminhado ao juiz. Antes da peça estar finalizada, segundo ele, não é possível pontuar por qual crime o professor responderá. “Crimes sexuais se aproximam muito um do outro. Não darei detalhes do que aconteceu. A peça ainda é fluída para saber em qual crime ele será enquadrado. Precisamos fechar a investigação para delimitar em que crime ocorreu”, disse o promotor que frisou que o suspeito por ser condenado por até 10 anos de prisão.

Fonte: Bell Silva/O Popular