Leite materno tem nutrientes necessários para bebê crescer forte e saudável

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“Antes de perguntar para uma mãe recente por que ela não voltou ao peso, ao trabalho, por que a casa está bagunçada e ela exausta… Lembre-se que possivelmente ela está amamentando. E é nossa obrigação social apoiar.” 

Esse é o trecho de uma crônica da escritora Débora Camargo, de 31 anos, moradora de Belo Horizonte. São palavras que reforçam o papel essencial da amamentação para a vida de uma criança.

Débora sempre fez questão de amamentar os dois filhos, Victor, de três anos, e Amélia, de um ano e oito meses. No nascimento do primogênito, ela relata que era inexperiente e, por isso, teve algumas dificuldades: após 15 dias do parto, perdeu a pega correta e encarou dias “difíceis” até tudo voltar ao normal. Ela teve ajuda da família, de amigas e de uma profissional de saúde. Após a chegada de Amélia, contou novamente com essa rede apoio.

“Existe um sacrifício meu para amamentar. Mas eu não leio minha amamentação como um sucesso só meu, mas um sucesso da nossa família, da nossa rede de apoio, do nosso grupo de amigas. E todas as vezes que eu caí, me estenderam a mão e me levantaram para que eu pudesse continuar amamentando.”

A primeira semana de agosto é dedicada à promoção de ações que mostrem a importância do leite materno para a saúde dos bebês e das mães. É por isso que a Semana Mundial da Amamentação 2019 pretende sensibilizar as famílias e toda a sociedade para a necessidade de um ambiente favorável à prática do aleitamento materno. No Brasil, as gestantes, mães e bebês contam com a assistência de 228 salas de apoio à amamentação e 317 hospitais Amigos da Criança.

A gerente do Banco de Leite de Minas Gerais, Maria Hercília de Castro, explica que amamentação reduz o sangramento após o parto, faz com que o útero volte a posição mais rápido e ajuda na perda de peso. Para o bebê, a especialista conta que os benefícios vão muito além apenas do alimentar.

“A amamentação é muito importante para o bebê porque fortalece o vínculo afetivo entre a mãe e o filho. O leite humano tem os nutrientes necessários para o bebê crescer mais forte e mais saudável. Proteínas, vitaminas, anticorpos de defesa, imunoglobulinas, tudo na medida certa para o bebê crescer forte e saudável.”

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação reduz em 13% a mortalidade infantil em crianças menores de cinco anos por causas evitáveis. Além disso, pode diminuir os riscos do surgimento de uma série de doenças na vida adulta.

Um estudo publicado em 2016 pela revista The Lancet mostrou que 823 mil mortes de crianças e de 20 mil mães poderiam ser evitadas em 75 países de baixa e média renda a cada ano com a ampliação da amamentação.

A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil. Por isso, incentive todas as mulheres que você conhece para amamentarem seus filhos.  Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse: saude.gov.br.