39 bairros de Itabira correm risco de surto de Dengue, zika e chikungunya

A Prefeitura divulgou hoje (24) o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) do ano, realizado entre os dias 13 e 17 deste mês, em todo o município. O índice médio de infestação ficou em 5,3% – mais baixo que o registrado no mesmo período do ano passado (5,9%) – deixando Itabira em situação de risco de surto para as doenças dengue, zika e chikungunya.

De acordo com o documento, a situação é séria em 39 bairros – localidades com altos índices de larvas do mosquito –, uma vez que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a seguinte referência: percentuais inferiores a 1% são considerados satisfatórios; de 1% a 3,9%, significam situação de alerta e superiores a 4%, representam risco de surto.

O cenário mais alarmante é no bairro São Bento, onde foi registrado um índice de 33,33%. Também correm risco de surto os bairros Retiro das Serras (25%), Boa Esperança (22,22%), Amazonas (21,42%), Conceição e Vila Técnica Conceição (20%), Juca Rosa (15,5%), Área Verde (15%), Santa Tereza (14,81%), Pedras do Vale (12%); Chapada, Santa Ruth e São Francisco (11,11%), Colina da Praia 3 (10,5%); Clóvis Alvim I, Hamilton e Vila Salica (10%), Eldorado (9,09%); Bálsamos e Santa Marta (8,69%), Bairro de Fátima e Santo Antônio (8,33%), Bela Vista (7,5%), Valença e São Marcos (7,14%), São Pedro (6,94%), Caminho Novo (6,89%), Novo Amazonas (6,81%); Vila São Joaquim, Abóboras, Areão, Fênix e Baixada Grande (6,66%), Machado (6,45%), João XXIII (6,32%), Estação Rodoviária (6,25%), Gabiroba (5,63%), Major Lage (4,76%) e Distrito Industrial II (4,55%).

Já os bairros Vila Piedade e Jardim Gabiroba I (3,84%), 14 de Fevereiro (3,44%), Nossa Senhora das Oliveiras (2,63%), Jardim Gabiroba (2,6%), Campestre (2,22%), Colina da Praia (1,78%) e Pedreira (1,58%) estão em situação de alerta.

A pesquisa, executada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio dos agentes comunitários de Endemias (ACE) e de Saúde (ACS), aconteceu em 2.082 domicílios e foram encontrados 110 focos. Até o momento, segundo Thereza Cristina Oliveira Andrade Horta, superintendente de Vigilância em Saúde, foram notificados 71 casos de dengue, sendo três positivos.

“Esse Liraa indica que o comportamento do mosquito está similar ao registrado em janeiro passado. Por isso, temos que lembrar que ao longo do ano anterior tivemos muitos casos notificados e a tendência continua a mesma”, alertou Thereza Andrade. Em 2019, foram notificados 1.934 casos de dengue, sendo 390 positivos.

Focos

O Liraa classificou também a situação de criadouros do Aedes aegypti no município. Segundo o levantamento, foram identificados mais criadouros em depósitos móveis: vasos e frascos, pratos, garrafas, pingadeiras, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes e materiais de construção (sanitários estocados).

O segundo lugar com mais registros são os depósitos ao nível do solo: tonel, tambor, barril, caixas d’água etc. Em seguida, estão os recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em locais abertos (quintal e pátio) e ferros velhos, além de entulho de construção.

Classificados em quarto na lista de berçários do Aedes aegypti, os depósitos fixos: borracharias, hortas, calhas, sanitários sem uso, piscinas não tratadas, fontes ornamentais, floreiras de cemitério, cacos de vidro em muros e toldos. Com menos incidência de criadouros, estão os pneus e outros materiais rodantes; depósitos de água elevados (caixas d’água, sistemas de captação mecânica em poço etc) e, por último, os depósitos naturais: bromélias e buracos em árvores e rochas.