Chuvas agravam erosões em drenagem de barragens em Barão

Duas estruturas da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, são as que trazem maior preocupação, indica auditoria da empresa americana Rizzo

Em matéria publicada nesta quinta-feira (5), pelo Portal R7 dava conta de que as últimas chuvas causaram erosões e danos aos sistemas de drenagem das barragens da Vale em Gongo Soco.

A auditoria da empresa americana Rizzo, enfatizou os problemas hidráulicos agravados pela recente chuva.

O sistema de bombeamento permanece inativo, apesar da urgência de funcionamento.

Na barragem Sul Inferior, o laudo aponta erosões em um trecho de 85 m de comprimento por 3 m de largura e define como “urgente que a berma superior seja reconstruída o mais rápido possível, a fim de evitar mais danos ao corpo da barragem”.

O estudo mostra que em caso de dano severo ao topo da Sul Inferior, poderia haver um gatilho que rompesse também a Sul Superior, que está em nível 3 de emergência.

Temporais deixam barragens da Vale em risco com erosões e falta de bombeamento

Os engenheiros contratados recomendam corrigir o problema com reparos na inclinação e bombeamento de água a cada dois dias para reduzir aos poucos o nível do reservatório – a saída de mais de 150mm por dia também pode causar danos à tubulação.

Se for provocada alguma instabilidade na parte inferior, e se a parte superior estiver sendo suportada por ela, pode-se ter problema também na parte superior.

Resposta da Vale

A Vale afirmou à RecordTV que “recebeu o relatório da Rizzo e está cumprindo as recomendações”. Segundo a mineradora, “as questões apontadas no documento não alteram o atual cenário de segurança das estruturas” e que no período chuvoso as equipes e inspeções são reforçadas para eventuais emergências.

A Vale afirma também que todas as barragens em Minas são monitoradas por instrumentos como piezômetros, radares, estações robóticas, câmeras de vídeo no Centro de Monitoramento Geotécnico.

Feam

A Feam respondeu à reportagem que a Vale deve seguir as definições legais para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos nas obras. A Feam destaca que publicou em janeiro o termo de referencia de descaracterização de barragens a montante, elaborado por 19 especialistas. As mineradoras receberam o termo e devem apresentar cronograma de descaracterização das barragens em 60 dias.

Com informações R7