Itabira tem vários comércios fechados

Em Itabira já são vários os cômodos de comércio que estão fechados, não por decreto e sim pelo período de pandemia do coronavírus que provocou uma quebradeira e falta de dinheiro circulando no mercado. Essa situação tem deixado os empresários temerosos em conseguir cumprir com os seus compromissos, como pagar o aluguel, os funcionários e os impostos que são caros. 

Confira abaixo o índice que reajusta os alugueis e ao final veja como anda o comércio e a ‘cabeça’ dos comerciantes em Itabira: 

Índice que reajusta aluguel acumula inflação de 5,87% em 12 meses. Taxa do IGP-M é inferior à observada na primeira prévia de abril.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou deflação (queda de preços) de 0,32% na primeira prévia de maio deste ano. A taxa é inferior à observada na primeira prévia de abril, que havia registrado inflação de 1,05%.

O dado foi divulgado nesta terça-feira (12) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado da prévia de maio, o IGP-M acumula taxa de inflação de 5,87% em 12 meses.

A queda da taxa de abril para maio foi provocada pelos preços no atacado e no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 0,35% na prévia de maio. Na prévia de abril, o indicador havia tido inflação de 1,43%.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve deflação de 0,46% na prévia de maio. Em abril, o indicador havia tido inflação de 0,33%.

Por outro lado, a inflação do Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,16% em abril para 0,18% em maio.

Fonte: Agência Brasil/Graça Adjuto

ITABIRA

Nossa reportagem conversou com alguns comerciantes que tinham duas ou três lojas em vários bairros da cidade de Itabira, e até em João Monlevade, e que acabaram por optar pelo fechamento das portas e entregar o cômodo, rescindindo o contrato. Na maioria, a motivação foi o custo do aluguel.

Ao ser questionado sobre o motivo um dos empresários nos disse: “O aluguel hoje é caro e pesa no bolso, aliado à falta de bom senso, ou no mínimo de jogo de cintura dos proprietários dos cômodos ao verificar que estamos passando por um momento critico financeiramente, isso para todos. O melhor seria aceitar renegociar o valor do aluguel, bem como os prazos, pois é tudo novo para todos. Já temos muitos impostos, salário de funcionários e outras despesas”, disse o empresário.

Já uma empresária que tem loja em Itabira, na rua Água Santa e outra em João Monlevade, disse que na cidade vizinha ela conversou com o locador que entendeu a real situação do mercado – que ficou fechado por cerca de 35 dias – assim ela conseguiu um desconto de 50% no valor do aluguel, por um período de 60 dias, podendo ser ainda reavaliada este prazo, caso o mercado continue fraco como atualmente está. Já no cômodo de sua loja, em Itabira, ela disse que conseguiu um desconto de apenas 20% no valor do aluguel.

Nossa reportagem passou por várias ruas e avenidas de Itabira e verificou que são inúmeras as lojas de roupas, lanchonetes, restaurantes e outros tipos de estabelecimentos que agora não passam de cômodos fechados, com as placas de imobiliárias com a inscrição “ALUGA-SE” que estão sendo afixadas nas portas. Os cômodos que até pouco tempo funcionavam bem, com algum tipo de comércio, que gerava emprego e renda, agora está fechado e empoeirado. E, sabe-se lá, quando é que vai voltar a ser alugado novamente.

“Vamos reavaliar essa situação, meu povo. O custo de um aluguel para quem recebe pode ser pouco, mas para quem paga é muito alto, principalmente na atual situação em que o país passa.”

Pico da Pandemia

As autoridades na área de saúde inicialmente acreditavam que o pico desta pandemia do Coronavírus iria passar no final de abril e inicio de maio, já falaram que seria em meados do fim de maio, porém com os números de infectados em várias cidades e Minas Gerais com mais de 127 mil mortos, e cerca de 3.500 infectados confirmados, este pico da doença passou a ser na segunda quinzena de junho. Dados que podem ser alterado, vai depender do número de infectados e capacidade hospitalar.

Quanto mais às pessoas se cuidarem, se prevenirem usando máscaras, lavando as mãos e evitando aglomeração, mais rápido o pico desta doença passa, e até lá, quem sabe já teremos um tipo de vacina que possa imunizar a todos.