André Viana, presidente do Sindicato Metabase, e Carlos Estevam (Carlão), vice presidente. Crédito: Metabase-divulgação

Metabase inicia discussões sobre acordo coletivo com empresas

André Viana, presidente do Sindicato Metabase, e Carlos Estevam (Carlão), vice presidente. Crédito: Metabase-divulgação

O Sindicato Metabase Itabira iniciou nesta semana as discussões para o acordo coletivo de trabalho com as empresas Vale, Anglo American, Belmont e Bemisa. Essas empresas são responsáveis pelo emprego de 6.000 itabiranos diretos.

De acordo com André Viana, presidente da instituição, este período é considerado pelos trabalhadores como o mais importante do ano: “É justamente neste momento que iniciamos as discussões de melhorias salariais, planos de saúde, valores do cartão alimentação, etc.”

O presidente disse que os trabalhadores esperam com ansiedade este momento, devido a expectativa dos ganhos em seus benefícios, principalmente nos salários: “Também é um momento em que a empresa demonstra o quão ela valoriza seus funcionários. É o tempo de demonstrar que existe uma reciprocidade, já que muitas vezes o suor e até o sangue dos trabalhadores não são reconhecidos pelos patrões”.

André Viana disse que devido a pandemia as empresas iniciam as desculpas de queda na produtividade, baixa lucratividade e posteriormente impossibilidade de reajustes salariais, ou qualquer tipo de melhoria ou oferecer novos benefícios. Ainda de acordo com ele “essa ladainha já é conhecida”.

Com experiência na área sindical, o vereador e sindicalista defende acordos coletivos vantajosos para os trabalhadores: “É necessário lembrar que mesmo em tempos de pandemia, nenhuma mineradora parou de produzir, nenhuma empresa parou de vender seus commodities, pelo contrário. Como exemplo temos a Vale que recentemente anunciou iniciativas para atingir a produção de 400 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e reduzir dívidas; há estimativas de que a companhia poderá pagar dividendos equivalentes a cerca de 8% ao ano, para o período 2021/2025”, disse o presidente.

INOVAÇÃO

O presidente anunciou recentemente que a instituição segue com o “plano democrático” de participação dos trabalhadores nas ações da empresa: “Ano passado resolvemos ouvir ainda mais os funcionários das empresas. Por meio de sugestões colhidas nas minas, pautamos a nossa sugestão para o acordo coletivo daquela época, ou seja, oferecemos opções e eles depositavam em urnas suas preferências. Hoje, usamos a tecnologia em nosso favor. Os trabalhadores recebem um link em seus celulares, assim, eles podem votar nos itens mais importantes e enviem suas sugestões. Estamos recebendo de todos os trabalhadores e desta forma, apresentaremos uma pauta mais robusta, com as reivindicações vindas diretamente das minas. Essa ação gera conforto, rapidez e acima de tudo segurança, afinal, as mensagens que recebemos são impossíveis de identificar o emissor, sigilo total”, finalizou o presidente.