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Denunciado por importunação sexual, vereador renuncia ao cargo

Denunciado por importunação sexual, vereador renuncia ao cargo

Um vereador que foi denunciado por importunação sexual renunciou ao cargo. Antecipando-se à votação para abertura de processo de cassação, o vereador denunciado entregou nessa quinta-feira, 29 de outubro de 2020, a carta de renúncia à Câmara Municipal de Varginha, na região Sul de Minas Gerais.

O candidato à reeleição é suspeito de importunação sexual contra adolescentes de 18 e 15 anos. As garotas treinam vôlei em uma quadra do município e, no domingo (25), denunciaram que o homem pediu a elas que experimentassem um uniforme recém-obtido com patrocínio, mas sem calcinha e sutiã. À polícia, elas disseram que o vereador escondeu-se no teto do banheiro para espiá-las durante a troca de roupa.

Em sessão extraordinária nessa quinta-feira (29) ocorreria a votação para abertura do processo de cassação do vereador, por quebra de decoro parlamentar em relação à denúncia de importunação sexual e também de crime eleitoral – isto porque a polícia encontrou ampla quantidade de material eleitoral estocado enquanto eram feitas buscas para recolhimento de provas em relação à acusação das adolescentes. Entretanto, logo após a leitura do pedido de instauração de inquérito para cassação, o secretário da Câmara, apresentou a carta de renúncia através da qual o suspeito declara inocência e alega ter decidido abdicar do cargo para dedicar-se em tempo integral à própria defesa.

Foto: Denunciado por importunação sexual, vereador renuncia ao cargoPor meio do documento, entregue na tarde de quinta-feira, o vereador argumenta que provará não ter cometido crime contra as adolescentes. “Agradeço a todos os meus eleitores pela confiança depositada em mim durante esses anos em que me dediquei a fazem o bem em prol da sociedade. Registro que essa renúncia é motivada para que eu possa exercer de maneira tranquila e transparente a ampla defesa dos fatos que a mim estão sendo imputados (…). Declaro inocência sobre as acusações”, esclareceu.

Ele declarou também ter confiança em Deus e disse que demonstrará inexistir as responsabilidades a ele atribuídas para comprovação da própria inocência. Em resposta à leitura da carta, a presidente da Câmara Municipal de Varginha, Zilda Silva (PP), esclareceu que a ata da sessão extraordinária será enviada à Justiça Federal e determinou o arquivamento do pedido de instauração de processo de cassação de mandado.

Denúncia
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito no domingo (25) para apurar denúncias de importunação sexual feitas por adolescentes de 18 e 15 anos contra o vereador. As garotas disseram à polícia que, durante treino de vôlei, o suspeito pediu que elas tirassem calcinha e sutiã para experimentar um uniforme recém-obtido por meio de doação para o time do município.

A mais velha relatou que o suspeito escondeu-se no teto do vestiário para espiá-la. A outra adolescente, de 15 anos, disse que o mesmo ocorreu com ela pouco tempo antes. Questionado na segunda-feira (26), data de publicação da matéria, o vereador em questão não respondeu as mensagens enviadas.

Fonte: O TEMPO

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