Fotos: divulgação

Registros mostram eficácia dos passa-faunas da BR 381

Fotos: divulgação

Registros fotográficos capturados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mostram que os passa-faunas construídos na duplicação da BR-381/MG estão sendo eficazes para a travessia dos animais silvestres. Os registros foram feitos entre junho e outubro em trechos da rodovia federal nos municípios de Antônio dias (km 305, lote 3.1) e Caeté (km 423, lote 7).O monitoramento é feito pelo consórcio Skill-MPB Engenharia, Gestora Ambiental do empreendimento, em atendimento aos requisitos constantes no Plano de Controle Ambiental (PCA). Para esse tipo de trabalho é seguido o Programa de Monitoramento de Fauna e o Subprograma Monitoramento de Passagem de Fauna.

Para realizar o registro de travessia dos animais silvestres são instaladas câmeras com acionamento automático e, assim que o animal cruza o sensor do aparelho, a imagem é feita e armazenada. São registradas fotos e vídeos do momento da travessia. Nesses dois pontos onde as armadilhas fotográficas estavam instaladas foram registradas as presenças de jaguatiricas, mãos-peladas, pacas, tamanduás e cachorros-do-mato.Os passa-faunas servem como corredores seguros para os animais silvestres caminharem pelas matas próximas da BR-381/MG sem que fiquem expostos ao tráfego de veículos. São 62 estruturas projetadas para os lotes 3.1 (acesso a MG-320 até Ribeirão Prainha) e 7 (Itabuna a Caeté). 41 estruturas estão distribuídas pelos 28,6 quilômetros do lote 3.1 e 21 pontos de travessias estão projetadas para os 37,8 quilômetros do lote 7. Essas estruturas são divididas em passagens inferiores (sob as pistas construídas), em obras de arte especiais (OAEs – em pontes e viadutos) e aéreas. Essas últimas ainda não foram construídas em nenhum dos trechos.

Além das galerias, os passa-faunas também recebem a instalação de cercas condutoras, que orientam os animais a seguir para as galerias. Cada galeria construída garante que os animais silvestres tenham como cruzar o fluxo de veículos em segurança, mantendo o equilíbrio ecológico e reduzindo o impacto ambiental trazidos pelas obras.

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