Mulher é morta a marretadas dentro de apartamento

O crime aconteceu em um imóvel na rua Dois, na Vila Barraginha. Informações preliminares repassadas à Polícia Militar dão conta que o ex-marido da vítima pode ter envolvimento com o caso. “Ontem, a Flávia chegou aqui à tarde, me deu um abraço e foi para o apartamento dela. Não ouvimos nenhum barulho, mas acordamos com a chegada da polícia”, afirmou uma vizinha, de 47 anos.

Segundo ela, a vítima e o suspeito viviam um relacionamento conturbado.  “Ele precisa pagar pelo que fez. Se ele voltar aqui vai ser morto. A Flávia era muito bacana”, disse.

A Polícia Militar foi acionada pela filha do casal, após ela receber a ligação do pai. Militares deslocaram até o imóvel, onde encontraram Flávia caída ao lado da cama já sem vida. Ela apresentava lesões na cabeça por golpes de marreta, que foi apreendida.

“As viaturas estão a campo na tentativa de prender o autor. Já fizemos contato com alguns parentes em Igarapé, estamos com viaturas lá. É mais um crime com requintes de crueldade. Eles já tinham histórico de violência doméstica, tem uma ocorrência de lesão corporal e ela já  tinha tentado uma medida protetiva”, explicou tenente coronel Bruno Assunção, comandante do 39º Batalhão.

Desentendimento por causa de terreno

Além das constantes brigas de casal, Flávia e o marido também discutiam por causa de um lote em Igarapé. Uma rede de supermercados tinha interesse na compra no lote, avaliado em R$ 600 mil, mas a partilha do valor causava atrito entre os dois.

“Ele trabalhava como pedreiro. Com a gente aqui sempre foi tranquilo. Ela era muito caseira, não gostava de sair.  Mesmo separado, ele chegava com compras para a família. A gente quase não acredita. É muita violência contra mulher, as mulheres não podem terminar um relacionamento que estão condenadas à cova”, desabafou a vizinha.

Casal estava junto há 22 anos

De acordo com a família de Flávia, o casal começou a namorar quando ela tinha apenas 19 anos. Apesar das agressões físicas, parentes não acreditavam que ele pudesse assassinar a companheira.

“Ele batia, ameaça. Ele não queria separar, sempre estava no prédio. Pedimos força ao Senhor e agora  vamos cuidar dos meus sobrinhos. Não consigo sentir nem ódio dele. Quem fere com a espada, com a espada será ferido”, disse a irmã da vítima, Cristiana Santos.

“Se ele aparecer aqui, vão matá-lo”, diz moradora da região

O feminicídio assustou e revoltou moradores da região. “Ontem, a Flávia chegou aqui à tarde, me deu um abraço e foi para o apartamento dela. Não ouvimos nenhum barulho, e acordamos com a chegada da polícia. Ele precisa pagar pelo que fez. Se ele voltar aqui vão matá-lo. A Flávia era muito bacana”, disse outra moradora do prédio também sob anonimato.

Fonte: O Tempo

 

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