Fotos: Pedro Gontijo/Imprensa MG

Romeu Zema garante apoio para reconstrução de Carangola

Romeu Zema garante apoio para reconstrução de Carangola, na Zona da Mata. Cidade foi fortemente atingida pelas chuvas nos últimos dias; Defesa Civil coordena trabalhos no município para minimizar impactos e prejuízos.

Fotos: Pedro Gontijo/Imprensa MG

O governador Romeu Zema esteve nesta segunda-feira (22/2) em Carangola, na Zona da Mata, para vistoriar e acompanhar o trabalho e as ações assistenciais do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec/MG) no município. A cidade foi fortemente atingida pelas chuvas nos últimos dias, deixando, até o momento, 35 desabrigados e cerca de 1.100 desalojados.
Desde a última sexta-feira (19/2), após as fortes chuvas, o Rio Carangola teve elevação do seu nível, causando transbordamento e alagando ruas, casas e comércios da cidade. Também foram registrados deslizamentos em pontos do munícipio. Logo após os primeiros registros, equipes dos Bombeiros e da Defesa Civil se deslocaram para Carangola, onde implementaram um posto de comando para coordenar as atividades. Também foi enviado um caminhão com donativos, com colchões, kits de limpeza e de higiene.

Zema ressaltou o empenho do governo para minimizar os danos causados pelas chuvas. Ele lembrou que, em primeiro lugar, é importante dar assistência imediata às famílias que estão com dificuldades, para dar a elas ajuda humanitária e retirá-las das áreas de risco.

“Viemos acompanhar a questão de desabrigados e desalojados, como está esta situação. A Defesa Civil do Estado também vai providenciar aquilo que for necessário a essas pessoas”, afirmou o governador.

O governador lembrou, ainda, que é necessário encontrar uma solução a longo prazo para que outras situações como esta não se tornem recorrentes. “Precisamos encontrar para o futuro algo que possibilite o cidadão de Carangola viver tranquilo quando cai a água do céu. É muito triste para uma pessoa ver todo o seu patrimônio ir embora numa noite chuvosa como aconteceu”, afirmou Zema.Situação de emergência

Zema se reuniu com o prefeito do município, Silas Vieira, representantes do município e percorreu a cidade para conversar e prestar solidariedade aos moradores e comerciantes, e ver de perto os estragos, ainda difíceis de serem contabilizados. O governador lembrou, no entanto, que a declaração de emergência pelo município, com o auxílio da Defesa Civil, vai ajudar o município na sua reconstrução.

“Com o estado de emergência, o Estado vai dar total apoio ao município, solicitar verbas para que as vias públicas, pontes e outras estruturas que foram afetadas possam ser reconstruídas o quanto antes”, finalizou o governador.

Integração

O coordenador estadual da Defesa Civil e chefe do Gabinete Militar do governador, coronel Osvaldo de Souza Marques, destacou o trabalho de integração realizado para minimizar os danos à população.

“A Defesa Civil trabalha na prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação dos desastres. Tão logo começaram as chuvas intensas na Zona da Mata, enviamos equipes para analisar e tentar preparar os municípios. Nós atuamos como coordenadores dos eventos, sempre de forma integrada com outros órgãos do estado e as prefeituras. A atuação coordenada nos garante a nossa meta, que é salvar vidas e levar um alento para quem perdeu as coisas com a ajuda humanitária”, disse o coronel Osvaldo.
Prejuízos

Com o temporal, José Geraldo Alves precisou sair às pressas de sua casa. Ele deixou a residência com suas duas filhas e o genro. “A água passou por cima da casa. Perdemos tudo. E do jeito que a casa ficou não tem como voltar para lá”, afirmou.

Josélia de Souza, filha de José Geraldo, contou que eles deixaram tudo para trás. A família está alojada em uma escola do município. “Saímos praticamente com a roupa do corpo. Nem as compras, as comidas da geladeira, a gente conseguiu salvar. Fomos lá para tentar limpar a casa e está tudo boiando”, lamentou.

Mesmo morando no segundo andar, Luciano Oliveira dos Reis também viu muito de seus móveis e eletrodomésticos serem perdidos após a água atingir cerca de quatro metros de altura. O andar de baixo, onde a sogra morava, foi evacuado a tempo, mas não poupando os estragos materiais. Na porta de casa, junto ao barro, Luciano tenta contabilizar os prejuízos.

“Ano passado tivemos uma enchente, mas não a ponto de subir para o segundo andar. Perdemos desde roupas a móveis. Agora estamos tentando limpar a casa e organizar o que conseguirmos guardar”, contou.