Setor de Patrimônio realiza coleta de dados para cadastro no Iepha. “Mestre do Saber Popular” quer eternizar a sabedoria do modo de fazer são-gonçalense.
Coletar dados, cadastrar, inventariar e futuramente tombar bens imateriais de São Gonçalo do Rio Abaixo. Um trabalho minucioso feito pelo setor de Patrimônio da Secretaria de Cultura, a fim de resgatar saberes locais, difundi-los e permitir que se eternizem a futuras gerações através do reconhecimento do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artísitico – Iepha.
Dona Antônia da Costa (Tonica) aprendeu a fazer farinha com o pai, Raimundo Braz e divide a produção caseira com a vizinhança do Una. Uma farinha com sabor especial, com coloração diferente, segundo ela, devido à época de plantio e colheita da mandioca. Junto com o marido Agildo da Costa fabrica de forma artesanal a farinha de mandioca e milho. Através do relato da tradição do modo de fazer que atravessa gerações o Instituto pode considerá-los “Mestre do Saber Popular”.

Dona Olinda recolhe a cana doada pelos vizinhos e divide a produção com os mesmos, sem comercializá-las. “Aqui a gente troca. Se um produz farinha, a gente troca por rapadura ou qualquer outro alimento produzido”, ressaltou. Da produção surgiram o café e a broa de milho adoçados com rapadura, oferecido pelas senhoras que mantêm também a tradição mineira de boa hospitalidade.
A etapa de coleta de dados e envio de relatórios para ao Iepha continua para toda Minas Gerais, o resultado da avaliação deve ser divulgado no final do ano, no mês de dezembro.
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