Policia Civil deflagra Operação Diamante de Vidro em MG e SP

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Operação Diamante de Vidro é deflagrada em Minas Gerais e São Paulo

Nesta terça-feira (17/8), a operação Diamante de Vidro, deflagrada em conjunto entre a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 17ª Promotoria de Justiça de Uberlândia e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia, resultou na apreensão de carros e lanchas e tornou indisponíveis cerca de R$ 13 milhões em patrimônio. A operação foi realizada nas cidades mineiras de Jaíba, Córrego Dantas, Paracatu, Uberlândia, Tupaciguara e Araguari, além da capital paulista.

O objetivo foi o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, corrupção, homicídios, extorsões, roubos, receptações, estelionatos, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos. Os crimes foram apurados em mais de 21 inquéritos policiais, com investigações conjuntas em andamento há mais de um ano por meio de uma força-tarefa integrada. Até o momento, já foram identificadas mais de 46 pessoas.

Ao todo, foi determinada a expedição de 46 mandados de busca e apreensão, 28 de prisão preventiva, a indisponibilidade de 14 imóveis e a apreensão de 27 veículos e de duas embarcações náuticas. A indisponibilidade de bens e de patrimônio dos alvos investigados decretada pelo Poder Judiciário chega a R$ 13 milhões.

A operação foi denominada Diamante de Vidro em referência à gênese das investigações, que decorreu da prisão de indivíduos suspeitos de estarem negociando pedras preciosas em Uberlândia, especificamente diamantes. No decorrer das apurações, apesar da verificação de que o material apreendido não se tratava de diamantes, as equipes investigativas constataram que os indivíduos atuavam de forma organizada e coordenada, integrando estruturada organização criminosa.

Além da prática dos inúmeros delitos antecedentes (tráfico de drogas, corrupção, homicídios, extorsões, roubos, receptações e estelionatos), o propósito principal do grupo era dissimular e ocultar os lucros ilícitos auferidos com suas atividades criminosas, por meio da lavagem de capitais executada das mais diversas formas.

A operação contou com a participação de 100 policiais da PCMG, 100 da PMMG, três promotores de Justiça do MPMG, assim como com o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo e da unidade regional do Gaeco em Paracatu. Foram empregadas ainda duas aeronaves, uma da Polícia Civil e outra da Polícia Militar de Minas Gerais.

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