Iniciativa tem como objetivo formar contadores de histórias. A solenidade de lançamento do projeto Caminhos e Contos na Apac de Santa Luzia foi realizada de forma virtual.
A primeira experiência do Projeto “Caminhos e Contos – a Ressocialização pela Palavra”, em uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) masculina foi celebrada nesta quinta-feira (9/9) em solenidade no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A expansão, que chega a Santa Luzia, foi impulsionada pela experiência bem-sucedida, iniciada na Apac feminina de Belo Horizonte, e que agora ganha força para se projetar pelo interior do Estado e para servir de exemplo para o País.

A iniciativa é do projeto Novos Rumos na Execução Penal e da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O objetivo é promover a ressocialização, por meio do incentivo à leitura e da formação de contadores de histórias e também ter replicadores entre os recuperandos.
O 1º vice-presidente do TJMG, desembargador José Flávio de Almeida, representando o presidente Gilson Lemes, cumprimentou a todos os presentes e disse que essa nova experiência terá o poder de transformar vidas e dar aos recuperandos novos significados.
De acordo com o 2º vice-presidente do TJMG, desembargador Tiago Pinto, superintendente da Ejef, trata-se de “um momento de muita emoção e felicidade”. Segundo ele, representa a expansão de um sonho, já que é a segunda unidade da Apac a receber o projeto. “O Caminhos e Contos possibilita a reflexão e facilita a compreensão das diversas situações que levaram a pessoa até ali, permitindo assim a escolha pelo caminho do bem”.

Muros e Pontes
O coordenador do Programa Novos Rumos para as Apacs, desembargador Antônio Armando dos Anjos, lembrou uma frase dita pelo Papa Francisco a jornalistas, durante viagem ao Marrocos, em 2019. “Quem constrói muros permanece prisioneiro deles. Os construtores de pontes, vão avante”. Para o magistrado, essa reflexão desperta atenção para as pessoas encarceradas, assim como para os gestores públicos e para a sociedade. “O método Apac cobra de todos a responsabilidade na construção de novas propostas e oportunidades de vida”.
O coordenador executivo do Programa Novos Rumos, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, disse se tratar de um dia muito alegre na trajetória daquela unidade prisional. “Na Apac de Santa Luzia há uma história de muita luta, de muita fé e de muitas conquistas”.
Ele lembrou os diversos juízes que passaram pela execução penal na comarca e ressaltou que “uma unidade prisional está constantemente se renovando, sempre no intuito de reconstruir vidas”.
“O TJMG é uma instituição que está atenta ao que deve ser feito, sempre com muito cuidado e respeito”, disse a servidora aposentada Rosana Mont’Alverne, que ministrou a aula inaugural e é a coordenadora do curso para os recuperandos da Apac de Santa Luzia.
Segundo a pesquisadora e contadora de histórias, o Caminhos e Contos será um marco, “um ponto de virada”, na história de vida daqueles que cumprem pena na unidade prisional. “O projeto irá abrir um caminho novo, cheio de esperança e histórias para contar”.

Também participaram da abertura do projeto Caminhos e Contos na Apac de Santa Luzia, o presidente da Amagis, desembargador Alberto Diniz Junior; o desembargador Baía Borges; o vice corregedor geral de Justiça, desembargador Edson Feital Leite; a superintendente adjunta da Ejef, desembargadora Mariangela Meyer; a desembargadora Ângela de Lourdes Rodrigues; o juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência do TJMG, Rodrigo Martins Faria; a juíza auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça, Aldina de Carvalho Soares; a diretora-executiva de desenvolvimento de pessoas da Ejef, Thelma Regina Cardoso; o secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, Jeferson Botelho Pereira; e o presidente da Apac de Santa Luzia, José Maria Miranda.






