INSS: De 1,83 milhão de pedidos na fila, 792 mil dependem de perícia médica

WhatsApp
Facebook
Imprimir

A paralisação de 24 horas médicos peritos da Previdência Social ocorrida nesta segunda-feira (dia 31) deixou muitas pessoas sem acesso ao benefício previdenciário, engrossando ainda mais a longa fila virtual que mal anda desde novembro passado. Atualmente, 1.838.459 segurados amargam longa espera por uma resposta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Grande parte desses requerimentos (792.540) são benefícios que precisam passar pela avaliação médica pericial para serem concedidos, ou seja, 43% do total. Os números fazem parte de um levantamento realizado pelo próprio INSS em novembro.

Os dados a que a reportagem do EXTRA teve acesso mostraram que, dos 24.201 atendimentos médicos periciais que estavam agendados apenas para ontem, 14.449 pessoas esperavam por avaliação para receber auxílio-doença, 3.878 brasileiros de baixa renda aguardavam o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), e 5.874 fariam perícias por outros motivos.
Hoje em dia, o quadro de peritos, que já chegou a cinco mil profissionais, tem 3.411 médicos. Do total, 2.853 têm agenda de atendimento nos postos previdenciários. Os demais estão nos setores de gestão ou afastados.

A advogada Silvia Correia chama a atenção para o alongamento dos prazos do INSS. Segundo ela, hoje uma concessão que necessite de perícia médica demora, em média, de 4 a 6 meses. A paralisação vai fazer com que esse prazo se amplie ainda mais. Ontem, por exemplo, quem tinha perícia marcada para a agência da Praça da Bandeira, no Rio, teve o exame remarcado para a segunda quizena de fevereiro.

Isto sem contar, avalia a advogada, os danos provocados aos segurados que necessitam dos benefícios para sobreviver.

— Todos os benefícios que dependem de perícia são benefícios com natureza de subsistência. Ou seja: são benefícios dos quais as pessoas vão retirar a renda. São pessoas que não têm como trabalhar porque são de baixa renda, têm deficiências, estão com alguma doença ou necessitam de afastamento do trabalho. Esses segurados dependem desses benefícios para subsistência porque todas essas pessoas não têm ganhos e estão aguardando a perícia — explica a advogada previdenciarista.

Fonte: Extra