Ao menos 68 mortos em queda de avião com 72 pessoas no Nepal; vídeo

WhatsApp
Facebook
Imprimir

Pelo menos 68 das 72 pessoas a bordo do avião que caiu hoje no centro do Nepal morreram, segundo fontes oficiais, que informaram ainda que 15 dos passageiros eram estrangeiros.

O mais recente balanço feito pela polícia indica que pelo menos 68 pessoas morreram na sequência do acidente com o ATR-72 operado pela Yeti Airlines, que caiu no distrito de Pokhara, um ponto turístico muito popular no país, cerca de 200 quilômetros a oeste da capital nepalesa, Katmandu. “Trinta e um [corpos] foram levados para os hospitais”, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o responsável policial AK Chhetri, acrescentando que outros 36 corpos foram encontrados na ravina onde o avião se despenhou.

Das 72 pessoas a bordo – 68 passageiros, incluindo seis menores, e quatro tripulantes – cinco eram cidadãos da Índia, quatro russos, dois coreanos, um australiano, um argentino, um irlandês e um francês, detalhou o porta-voz da Yeti Airlines Sudrashan Bardaula.
As equipes de resgate continuam a inspecionar o local do acidente, a cerca de 1,6 quilômetros de distância do Aeroporto Internacional de Pokhara, usando cordas para retirar os corpos dos destroços, partes dos quais estavam pendurados na borda do desfiladeiro.

O primeiro-ministro do Nepal, Pushpa Kamal Dahal, apelou aos profissionais de segurança e ao público em geral que ajude nos esforços de resgate.

Pokhara, localizada a 200 quilômetros a oeste de Katmandu, é a porta de entrada para o Circuito de Annapurna, um trilho de caminhada popular nos Himalaias.
Ainda não é claro o que terá causado a queda do avião, sendo que o Nepal tem um histórico irregular de segurança aérea. No ano passado, 22 pessoas morreram quando um avião caiu numa montanha no Nepal. Em 2018, um avião de passageiros da US-Bangla, do Bangladesh, caiu quando aterrava em Katmandu, matando 49 das 71 pessoas a bordo.

Em 1992, todas as 167 pessoas a bordo de um avião da Pakistan International Airlines morreram perto de Katmandu, no acidente aéreo mais mortífero da história do Nepal.

A indústria aérea do Nepal cresceu nos últimos anos, transportando mercadorias e pessoas para áreas de difícil acesso, bem como caminhantes e alpinistas estrangeiros. No entanto, o setor tem tido problemas de segurança devido à falta de formação dos pilotos e manutenção dos aviões.

Desde 2013 a União Europeia proíbe as companhias aéreas do Nepal de acessar o espaço aéreo europeu, por razões de segurança.

O país dos Himalaias tem ainda algumas das rotas mais isoladas e complexas do mundo, ladeadas por picos cobertos de neve que desafiam mesmo os pilotos experientes. Pilotos dizem que o Nepal carece também de infraestrutura para fazer previsões meteorológicas precisas, especialmente em áreas remotas com terreno montanhoso acidentado onde o clima muda rapidamente.

(Agência Lusa)