Delegado Paulo fala sobre apreensão de menor acusado de homicídio em Itabira
Em conversa com a nossa reportagem o Delegado Paulo Henrique da Polícia Civil falou sobre a apreensão de um menor de 17 anos, acusado do homicídio a tiros dentro de um trailer em Itabira.

Ele fala também sobre a apuração dos fatos, em menos de 24 horas, pelas Polícias Militar e Civil para a elucidação do crime que vitimou um homem de 42 anos na rua Prefeito Virgilino Quintão, no bairro Major Lage de Baixo.
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Entenda o caso:
De acordo com as informações os Militares mantiveram os levantamentos de informações, na manhã desta quinta-feira (23/03), com a suspeita, devido apuração, sobre o próprio filho ter matado o pai.
Os militares intensificaram as diligências a procura do menor de 17 anos. Através da visualização de câmeras em pontos diferenciados do local do crime eles conseguiram ver que o autor dos disparos, vestindo blusa amarela e calça branca, na fuga correu de volta até o viaduto. Em seguida ele pulou o muro atrás de uma banca e acessou a linha férrea, seguindo em direção a casa da ex-amasia da vítima fatal, que fica próximo da linha férrea. Militares fizeram contato com a mulher que autorizou que realizassem buscas na casa; nada de ilícito foi encontrado.

Os Militares conversaram com todos os ocupantes da residência, onde estava também o suspeito, sobre as brigas com a vítima, mas todos negaram o fato. Por volta de 20h, noite anterior ao crime, a vítima fatal havia agredido o adolescente de 17 anos em outro ponto comercial próximo do trailer onde aconteceu o crime.
Militares receberam denúncias sobre o fato em que apontava o adolescente de 17 anos como autor do crime, sendo reconhecido também através das imagens que circularam nas redes sociais. Ao ser questionado novamente sobre o crime o menor negou ser o autor e apontou que a vítima fatal tinha vários desafetos ligados a dívidas de drogas, mas acabou assumindo ter tido o atrito com ele pouco antes do homicídio.

Militares buscaram por maiores informações, as quais revelaram que o suspeito havia feito contato com outro colega e relatado os problemas vividos entre a família com a vitima fatal, e que o suspeito foi agredido em seu local de trabalho com um tapa no rosto na presença de todos, isso deixou o adolescente muito nervoso, dizendo que aquilo não ficaria nisso.
Policiais Militares apuraram ainda que a vítima vinha cometendo atrocidades com sua família, agredindo violentamente a mãe do adolescente e seus irmãos com frequência, principalmente com uma criança com menos de 2 anos de idade.
Os Militares apreenderam um aparelho celular, que contém uma conversa com uma testemunha sobre o ocorrido, em seguida deram voz de apreensão ao menor que permaneceu em silêncio durante registro de ocorrência, sendo este acompanhado pela mãe e um advogado para prestar esclarecimentos dos fatos na Delegacia de Polícia Civil onde as providências quanto ao fato foram tomadas.
Em consulta, Militares constataram que havia vários registros de ocorrências de atrito familiar entre a vítima fatal e sua ex-amasia e filhos, como ameaças, agressões e lesões corporais.
O caso já está sendo investigado pela Polícia Civil.
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