Fhemig investe na ampliação como instituição não acadêmica que mais produz pesquisa em Minas

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Fhemig investe na ampliação do seu papel como instituição não acadêmica que mais produz pesquisa em Minas. Fundação Christiano Ottoni e Fepe são credenciadas pela Fhemig e aumentam as possibilidades para que os servidores se dediquem à pesquisa e à inovação.

Desde o mês passado, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) conta com a parceria da Fundação Christiano Ottoni e da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fepe), ambas ligadas à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para realizar a gestão administrativa e financeira dos recursos de projetos desenvolvidos por pesquisadores da instituição. A iniciativa possibilita o investimento em pesquisas mais complexas e de maior impacto para a saúde pública.

“A pesquisa promove a reflexão, avalia resultados e protocolos, trabalha com dados objetivos e permite a aplicação direta na assistência à população. O credenciamento das fundações de apoio permite que os pesquisadores se dediquem, exclusivamente, ao trabalho científico, deixando para essas instituições toda a parte burocrática. Assim, o pesquisador não precisa gastar tempo e energia com processos que não lhe digam respeito diretamente”, resume o gestor da Coordenação Central de Inovação e Pesquisa (CIP) da Diretoria de Gestão de Pessoas (Digepe) da Fhemig, Júlio César Pereira Rocha.

Maior rede de hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), a Fhemig tem como princípio aliar a assistência à pesquisa e à inovação para fortalecer esses três pilares e entregar aos usuários da saúde pública o melhor atendimento possível nas áreas em que atua e é referência.

Política de inovação e pesquisa

Com diversas linhas de investigação científica distribuídas por grupos de pesquisas cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fhemig conta ainda com estudos originários de trabalhos de conclusão de cursos (TCCs) e de residências (TCRs), mestrados e doutorados, propostos por profissionais de outras instituições que planejam trabalhar com dados e informações produzidos pela fundação.

Como salienta Júlio Rocha, as grandes pesquisas são multicêntricas, ou seja, são desenvolvidas em diversos hospitais e contam com financiamentos de órgãos de fomento nacionais e internacionais. “A fundação de apoio permite a gestão de recursos de terceiros, o que antes era inviável. Essas instituições são a pedra basilar para pesquisas de maior rigor e impacto”, sublinha.

Com a publicação do decreto estadual nº 47.442/2018, Minas Gerais foi o segundo estado do país a regulamentar uma política de inovação e pesquisa. A presença das fundações de apoio também representa segurança para servidores pesquisadores, fundações de amparo, financiadores do setor privado e demais atores envolvidos. Além disso, o credenciamento de instituições dessa natureza tem o poder de ampliar a quantidade e a qualidade das pesquisas desenvolvidas pela Fhemig.

Papel estratégico

Desde a sua criação, há quase 50 anos, a Fhemig sempre demonstrou vocação para desenvolver pesquisa científica. Em 2007, com a antiga Gerência de Pesquisa, hoje maior e renomeada como Gerência de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (GEDP) estabeleceu-se a política na área. No ano seguinte, a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) tornou a Fhemig uma instituição de ciência e tecnologia (ICT), habilitada para participar de editais de pesquisa.

O papel estratégico que a pesquisa ocupa na Rede Fhemig é evidenciado pela crescente produção científica em suas diversas áreas de atuação, na busca da excelência e no desenvolvimento de novas técnicas e produtos, na prestação de serviços e no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: AGMinas