Trio é preso suspeito de golpe para locação de imóveis

PCMG prende trio suspeito de golpe para locação de imóveis na capital

Durante apuração de denúncia de fraude em locação de imóveis na área do bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante três suspeitos, de 35, 38 e 48 anos, pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo relatado, usando documentos aparentemente falsos, indivíduos faziam a locação de apartamentos mobiliados e, depois, subtraíam os bens ali existentes.

Conforme informou o delegado Jonas Pavan em entrevista coletiva nesta segunda-feira (19/2), no dia seguinte à denúncia (9/2), a equipe da 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, com apoio da Regional Barreiro, chegou aos suspeitos. Com eles, os policiais apreenderam documentos supostamente falsos, contratos inverídicos e um celular. “A partir daí, começamos a identificar outras vítimas e hoje já temos quatro identificadas”, disse.

Fotos: PCMG/Divulgação

Ainda de acordo com Pavan, os levantamentos indicam que o grupo age na região há pelo menos um ano. “A primeira vítima sofreu golpe em janeiro de 2023. Eles [suspeitos] tentaram fazer uma segunda locação com essa imobiliária, que desconfiou, pois as fotos dos documentos eram muito parecidas, apesar de terem dados divergentes. O trio foi preso justamente quando tentava pegar a chave do imóvel”, detalhou.

O delegado observou que, até o momento, os prejuízos estimados ultrapassam R$ 50 mil, valor referente a mobílias subtraídas de quatro apartamentos, além dos aluguéis não pagos. Segundo Pavan, após aplicarem o golpe, os suspeitos desapareciam, e as imobiliárias descobriam a fraude quando iam ao local e verificavam que o imóvel estava vazio. “Não tinha absolutamente mais nada dentro, não deixavam nem chuveiro para trás”, completou.

Os três investigados, que já possuem registros criminais, após o flagrante, foram encaminhados ao sistema prisional. “Dois principais responsáveis estão presos preventivamente, e o terceiro em liberdade provisória”, conta o delegado ao adiantar que a PCMG está investigando a participação de outras pessoas no esquema criminoso, bem como busca identificar outras vítimas – imobiliárias ou particulares – para concluir as apurações.

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