Ex-presidente da Câmara de Muriaé é condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa

Foto: MPMG

Operação Catarse: ex-presidente da Câmara Municipal de Muriaé é condenado a mais de 11 anos de reclusão por lavagem de dinheiro e associação criminosa

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, obteve a condenação do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Muriaé, investigado pela prática de crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo apurado, o parlamentar se associou à esposa e ao seu assessor para ocultar o seu patrimônio ilícito, decorrente dos crimes de corrupção, concussão e peculato, seja adquirindo veículos, maquinários e outros bens em nome de terceiros, seja constituindo empresas de construção em nome de “laranjas”.

Foto: MPMG

Além do vereador, foram condenados sua esposa e o seu assessor parlamentar, sendo todas as penas superiores a 11 anos de reclusão, em regime fechado.

Também foi decretada a perda de veículos, máquinas escavadeiras e carregadeiras em favor do Estado de Minas Gerais, bem como a interdição do exercício pelos réus de qualquer cargo ou função pública, ou de diretor de Conselho de Administração ou de gerência de pessoas jurídicas, nos termos do artigo 7º, inciso II, da Lei nº 9.613/98.

Em outro processo, decorrente da operação Catarse, o vereador já havia sido condenado pela prática de corrupção e 24 crimes de concussão (exigência de vantagem indevida em razão do cargo), a uma pena de cinco anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida no regime semiaberto. Ele ainda responde na Justiça pelo cometimento de 178 crimes de peculato e dois delitos de lavagem de dinheiro.

 

Operação Catarse  

A operação Catarse foi deflagrada em novembro de 2021, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de corrupção passiva, concussão, peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação já cumpriu diversos mandados de busca e apreensão, mandados de prisão preventiva, mandados de afastamento de cargo público, mandados de indisponibilidade, constrição e bloqueio de bens e valores dos investigados num patamar aproximado de R$ 12,5 milhões.

Veja também

Prefeitos de 20 das 26 capitais poderão concorrer à reeleição

Preso por armazenar conteúdo pornográfico infantojuvenil

PCMG concluiu que não houve crime em morte de paciente de cirurgia