Operação na Zona da Mata prende 12 por tráfico de drogas

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Operação na Zona da Mata prende 12 por tráfico de drogas

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta quinta-feira (9/1), a segunda fase da operação L’État, c’est moi, nos municípios de Orizânia e Divino, na Zona da Mata. A ação resultou na prisão de seis adultos e na apreensão de seis adolescentes por envolvimento com o tráfico de drogas.

As investigações começaram em julho de 2024, após o corpo de um homem ser encontrado no Córrego do Onça, em Orizânia. O crime estaria relacionado à disputa pelo controle do tráfico na região. Na primeira fase da operação, um casal foi preso por envolvimento direto no homicídio.

Segundo o delegado responsável, Thales Borges Muniz, as apurações identificaram uma rede criminosa ligada ao tráfico e homicídios. “Um dos presos veio do Rio de Janeiro e se apresentava como membro de uma facção carioca. Ele usava essa falsa posição para aliciar homens e adolescentes para o tráfico”, explicou o delegado.

Divulgação/PCMG

Ainda de acordo com Muniz, o suspeito também utilizava métodos violentos para consolidar seu domínio, eliminando traficantes considerados vulneráveis, como idosos ou aqueles sem histórico de confrontos armados. O assassinato do homem encontrado no córrego seria parte dessa estratégia, que buscava expandir o controle da rede criminosa em Orizânia.

Para a operação, foram expedidos dez mandados de prisão, sete de internação provisória e buscas domiciliares. Cerca de 50 policiais civis participaram da ação, envolvendo as delegacias regionais em Viçosa, Leopoldina, Ubá e Muriaé.

Os presos e os adolescentes apreendidos foram encaminhados às unidades competentes e estão à disposição da Justiça.

L’État, c’est moi

O nome da operação, L’État, c’est moi – do francês “O Estado sou eu” – é uma frase atribuída ao rei Luís XIV. Segundo o delegado Thales Muniz, a referência é uma “resposta a uma música criada pelo grupo criminoso que desafiava o poder do estado afirmando que o controle exercido por eles era o verdadeiro poder”. “A escolha reforça que a PCMG atua de forma incisiva para garantir a presença do Estado e a ordem em áreas afetadas pelo crime”, destacou o delegado.

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