Acusado de assassinar a namorada em Ipatinga é extraditado da Colômbia a pedido do MPMG

WhatsApp
Facebook
Imprimir

De acordo com a denúncia do MPMG, ele agrediu brutalmente a vítima, causando múltiplas lesões. Além disso, teria injetado grandes quantidades de cocaína no organismo da companheira, resultando na morte dela por intoxicação.

Segundo a investigação, ele e a vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, marcado por constantes agressões, que na maioria das vezes eram presenciadas pelas filhas da mulher.

A denúncia aponta que, após a morte da vítima, o representado apossou-se de suas redes sociais e, se passando por ela, enviou aos familiares mensagens e vídeos afirmando que estava tudo bem. Em determinado momento, utilizando seu próprio perfil no Instagram, o representado comunicou à família acerca da morte da mulher e, nesta mesma oportunidade, desativou todas as suas redes sociais.

Após ser acusado do assassinato e de ter a prisão preventiva decretada, ele fugiu do Brasil e foi incluído na lista de procurados internacionais da Interpol.

Durante a extradição da Colômbia, a Polícia Federal o escoltou de volta ao Brasil, onde encontra-se recluso no Complexo Penitenciário Nelson Hungria.

Ele será submetido a julgamento no plenário do Tribunal do Júri de Ipatinga. Caso condenado, suas penas somadas podem ultrapassar 105 anos de reclusão.

Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, responsável pelo pedido de Difusão Vermelha e pela Representação de Extradição, a prisão representa uma grande vitória para a Justiça e um avanço no combate à impunidade e aos crimes violentos contra mulheres, especialmente os feminicídios.

Veja também

Governo de Minas entrega 123 viaturas com nova identidade visual à Polícia Militar

PCMG localiza desmanche de veículos e prende suspeito em Uberlândia