Há 7 anos, o rompimento da barragem da Vale, na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), interrompeu vidas, sonhos e deixou marcas profundas em centenas de famílias. Nayara Porto relembra o momento em que soube da tragédia, enquanto preparava um pudim para o marido, Everton Ferreira, uma das 272 vítimas fatais do desastre ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

Passados 2.557 dias, nenhuma pessoa foi responsabilizada criminalmente. A partir de fevereiro, a Justiça Federal inicia as audiências de instrução que podem levar 15 acusados a julgamento: 11 ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale e 4 funcionários da empresa alemã TÜV SÜD, responsável por atestar a estabilidade da barragem. As oitivas devem seguir até 2027 e, ao final, o caso poderá ser levado a júri popular.
Especialistas relacionam Brumadinho a outros grandes desastres da mineração no Brasil, como Mariana (2015) e o afundamento do solo em Maceió (AL), apontando falhas na segurança das operações e também na fiscalização dos órgãos públicos. Mesmo após anos, familiares das vítimas seguem cobrando justiça, responsabilização e mudanças efetivas para evitar novas tragédias.
Neste domingo, um ato em Brumadinho presta homenagem às 272 vítimas, reforçando que a memória permanece viva e a luta por justiça continua.






