Operação Sala Limpa mira crime organizado na capital e em Contagem
Com foco na desarticulação de organizações criminosas envolvidas em homicídios e no tráfico de drogas, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (5/2), a operação Sala Limpa, para o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte, e no município de Contagem, na região metropolitana.
O nome da operação faz referência ao local conhecido como sala VIP, apontado pelas investigações como um ambiente estratégico utilizado por integrantes de uma organização criminosa para articulação e execução de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e a associação criminosa.
O cumprimento das ordens judiciais são resultado de um trabalho integrado de investigação e inteligência desenvolvido pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A operação é fruto de meses de apuração e monitoramento da atuação de grupos criminosos que tentam se estruturar de forma avançada no aglomerado. Os mandados são decorrentes de investigações relacionadas a homicídios e à atuação de organizações criminosas, muitas vezes com vínculos diretos com disputas territoriais e tráfico de drogas.
Prisões e apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram realizadas prisões, além da apreensão de drogas, armas de fogo, celulares e outros materiais de interesse investigativo, que irão subsidiar o aprofundamento das apurações.
As investigações também identificaram mecanismos utilizados pelos criminosos para monitorar a entrada de forças de segurança na região, incluindo sistemas clandestinos de vigilância, bem como a manutenção de vínculos operacionais entre integrantes em liberdade e outros já recolhidos no sistema prisional.
O chefe do DHPP, delegado Thiago Machado, destacou que a ação demonstra a atuação coordenada das forças de segurança no enfrentamento do crime organizado. “Não existe área em Minas Gerais onde o Estado não entre para cumprir a lei. Esse trabalho integrado mostra que as instituições estão atentas e atuando de forma firme e qualificada”, afirmou.
Machado adiantou que as investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas, com o objetivo de interromper completamente a estrutura de atuação de organizações criminosas que tentam se expandir ou se consolidar no estado.
A operação contou com o apoio da Coordenação de Operações Estratégicas da Polícia Civil (COE), da Polícia Penal e da Polícia Militar.
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