Cira desarticula esquema de sonegação bilionária e crimes contra a saúde pública

WhatsApp
Facebook
Imprimir
Cira desarticula esquema de sonegação bilionária e crimes contra a saúde pública
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/3), a operação Casa de Farinha, voltada à desarticulação de uma organização criminosa envolvida em fraudes tributárias, lavagem de capitais e crimes contra a saúde pública. A ofensiva interinstitucional resultou no cumprimento de dois mandados de prisão e 17 de busca e apreensão nas cidades mineiras de Arcos, Campo Belo e Lagoa da Prata, além de Caldas Novas (GO).
Divulgação/PCMG
As investigações, conduzidas de forma integrada, revelaram um esquema estruturado de sonegação de ICMS no setor de industrialização de encapsulados, com prejuízo estimado ao Estado superior a R$ 100 milhões. Durante os levantamentos, as equipes da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e diversos elementos probatórios em sedes de empresas e residências de empresários. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos dos investigados em valores que ultrapassam R$ 1,3 bilhão.
Atuação Integrada 
De acordo com as investigações, a organização manipulava o fato gerador de tributos e utilizava indevidamente imunidades fiscais de e-books para mascarar a venda de suplementos. Além da evasão fiscal, foram identificados que os produtos eram fabricados em desacordo com as normas sanitárias e sem os princípios ativos anunciados, representando risco aos consumidores.
A operação mobilizou uma estrutura robusta de Estado, contando com o empenho de 73 policiais civis, 68 auditores da Receita Estadual, 26 policiais militares, além de promotores de Justiça e agentes da Vigilância Sanitária.
Recuperação de Ativos
A operação Casa de Farinha ocorre no mês em que o Cira-MG celebra 18 anos de atuação. Criado em 2007, o comitê é uma iniciativa pioneira que integra a PCMG, o Ministério Público, a Secretaria de Estado de Fazenda, a Advocacia-Geral do Estado e a Polícia Militar. Ao longo de quase duas décadas, a atuação conjunta permitiu a recuperação de mais de R$ 19 bilhões aos cofres públicos, garantindo a defesa da ordem econômica e da livre concorrência em Minas Gerais.