Suspeito de aplicar golpes em idosos é preso em Ribeirão das Neves

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Suspeito de aplicar golpes em idosos é preso em Ribeirão das Neves

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou um esquema de estelionato voltado contra idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade em Belo Horizonte e na região metropolitana.

O caso envolve um cuidador de idosos, de 47 anos, que se aproveitava da função para acessar dados pessoais e bancários das vítimas. Ele foi preso preventivamente no último dia 22 de abril, em Ribeirão das Neves.

O suspeito também chegou a se passar por uma delegada. Ele pode responder por estelionato qualificado, falsidade ideológica e falsa identidade.

Entenda o caso

As investigações começaram depois que o suspeito se passou por representante de um hospital em Belo Horizonte. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 25 mil.

PCMG/Divulgação

De acordo com as investigações, o suspeito tinha acesso a informações de pessoas que iriam passar por procedimentos cirúrgicos. Ele enviava mensagens aos familiares desses pacientes dizendo falar em nome da administração do hospital. Com isso, fornecia dados bancários que não eram da instituição e conseguia receber valores referentes à cirurgia ou ao tratamento.

Como informa o delegado Alex Dalton, em outros casos, o suspeito também se valia da condição de cuidador para induzir os idosos a fornecer biometria e reconhecimento facial em aplicativos bancários e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Ele tinha acesso aos documentos pessoais, como carteira de habilitação e identidade, já que eram pessoas em situação de vulnerabilidade e sob seus cuidados”, afirma.

Com essas informações, o investigado contratava empréstimos consignados, abria contas e fazia movimentações financeiras fraudulentas, causando prejuízo às vítimas. Há indícios de participação de outras pessoas na movimentação dos valores, reforçando o caráter organizado do esquema.

Falsa identidade

As apurações mostraram que o suspeito adotava artifícios para dar aparência de legitimidade às fraudes, como o uso de identidade falsa e a simulação de contatos institucionais. Em um dos casos, ele chegou a se passar por uma delegada, usando uma foto retirada da internet, para pressionar uma vítima e desviar a atenção do golpe.

Alerta

O delegado Alex Dalton faz um alerta. “Hospitais não solicitam pagamentos por WhatsApp ou Pix. Antes de qualquer transferência, é fundamental verificar quem é o favorecido”, ressaltou.

Novas vítimas

Até o momento, quatro vítimas foram identificadas. O delegado não descarta que o número seja maior. As investigações continuam para localizar outros casos e calcular o prejuízo total.

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