O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi registrado durante a votação deste domingo (4), em Cuiabá (MT), segurando um objeto dentro da cabine de votação. Imagens divulgadas nas redes sociais levantaram a suspeita de que o magistrado teria utilizado um telefone celular durante o voto.

A assessoria de Gilmar, no entanto, negou que o ministro tenha levado um celular para a cabine. Segundo a equipe do magistrado, o objeto visto nas imagens seria a carteira funcional de Gilmar Mendes, que continha a chamada “cola” eleitoral utilizada para consultar os números dos candidatos.
A versão da assessoria também foi atribuída à informação de que uma mesária teria confirmado que o aparelho celular do ministro não estava com ele durante a votação.
A legislação eleitoral proíbe a entrada com celular na cabine de votação. De acordo com a Resolução TSE nº 23.759/2026, o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora antes de acessar a urna eletrônica. A regra também vale para câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor.
A norma determina ainda que, em caso de recusa em entregar o aparelho, o eleitor não é autorizado a votar naquele momento, e a ocorrência deve ser registrada em ata, com possibilidade de acionamento da força policial.
O episódio ocorreu no mesmo dia em que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) foi registrado com um celular dentro da cabine de votação em Araxá (MG). No caso de Gilmar Mendes, porém, a assessoria sustenta que o objeto visto nas imagens não era um telefone, mas a carteira funcional com a cola eleitoral.






