Forças de segurança de Minas decidem entrar em paralisação pela recomposição salarial

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Após manifestação realizada na manhã desta segunda-feira (21/02), agentes da segurança pública, em votação aberta, decidiram entrar em paralisação até que o governador Romeu Zema (Novo) envie projeto de recomposição salarial à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em Assembleia realizada em frente à ALMG, as polícias Civil, Militar, Penal e o Corpo de Bombeiros decidiram pela paralisação.

A mensagem passada à Polícia Militar é de aquartelamento imediato.

De acordo com o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), a votação pela paralisação em assembleia tem efeito instantâneo e todas as forças de segurança do Estado reduzirão seus efetivos até que Romeu Zema envie projeto de reajuste salarial à ALMG.

“O que os presidentes de sindicatos e associações deliberaram foi pela paralisação. Quem  decide pela paralisação são os presentes e houve deliberação registrada por toda a imprensa. Ou seja, a assembleia de mais de 30 mil policiais decidiu pela paralisação até o envio do projeto de lei pelo governador contendo a recuperação pela perda inflacionária”, afirmou o parlamentar ao Hoje em Dia;

Policiais Civis citaram paralisação de serviços como emissão de documentos pessoais e para automóveis.

A decisão foi amplamente apoiada pelos presentes, que entoaram cantos como “se o Zema não pagar, a polícia vai parar”.

Wladmir Dantas, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Penais de MG, disse que, no caso da polícia penal, o setor jurídico do sindicato avaliará as restrições legais para determinar os próximos passos e impactos no funcionamento dos presídios do Estado.

Ainda não há detalhes sobre como será realizada essa paralisação nas demais corporações.

Em nota, o Corpo de Bombeiros afirmou que reconhece o movimento como legítimo e respeita a liberdade de manifestação.

Fonte – Hoje em Dia