Caramujo Africano no BV e Nova Vista vindo de área de mineradora; vídeo

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Nossa reportagem recebeu várias reclamações de moradores dos bairros Bela Vista e Nova Vista, em Itabira, que fazem divisa com uma área de matagal da Mineradora Vale, e de onde estariam vindo os “Caramujos Africanos ou Achatina fulica”.

Fotos foram registradas dos moluscos nos trilhos que delimitam as residências nas ruas Raul Anastácio de Brito e Avenida Bela Vista, no bairro Bela Vista; mas obtivemos informações também de outro morador reclamando da mesma situação na região do bairro Nova Vista.

No último dia 18/01 a Prefeitura de Itabira, através do setor de Zoonoses, emitiu nota alertando que a infestação ocorria mais nos bairros Caminho Novo, Major Lage de Baixo, Jardim dos Ipês e Gabiroba. Pelo visto o problema se alastrou, agora para a região das casas que fazem divisa com a mineradora.

Na rua Raul Anastácio de Brito nossa reportagem pode observar um volume grande dos “Caramujos Africanos” nos trilhos que delimita a área de mato da mineradora com as residências; o que tem deixado os moradores preocupados com a infestação, principalmente ao tomarem ciência que o molusco é responsável pela transmissão de doenças como “meningite eosinofílica e a estrongiloidíase”.

Nossa reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da mineradora Vale para verificar o posicionamento quanto ao matagal na área e o combate aos moluscos, e, aguardamos um retorno.

Se serve de alerta os moradores devem entrar em contato com a Diretoria de Controle de Zoonoses da prefeitura pelo telefone (31) 3839-2643 e comunicar sobre a infestação, passando o endereço para que a equipe de zoonoses possa fazer uma averiguação.

Em tempo

O caramujo africano libera em torno de 10 a 400 ovos de uma vez.

A coleta do caramujo deve ser feita por um adulto, protegendo as mãos com luva ou sacola plástica e utilizando calçado fechado. O molusco deve ser colocado em um galão ou outro recipiente que possa ser vedado e então acrescentar sal grosso ou refinado para desidratá-lo e, levá-lo à morte.

“É muito importante jogar o sal apenas depois de aprisionar o caramujo no recipiente, pois o molusco pode liberar até 400 ovos no ambiente. As luvas utilizadas também devem ser descartadas.

Saiba mais

Como o caramujo africano pode ser encontrado em hortas, é muito importante que as hortaliças sejam bem lavadas para retirar e evitar a ingestão do muco liberado pelo molusco. Este material biológico pode estar contaminado pelo parasita Angiostrongylus, causador da meningite eosinofílica. A doença tem evolução benigna, com sintomas que podem durar de dias a meses como distúrbios visuais, dor de cabeça forte e persistente, febre alta, e sensação de formigamento, queimação e pressão na pele, rigidez na nuca.

Já a estrongiloidíase é causada pelo verme Strongyloides stercoralis, que pode penetrar na pele do ser humano, atingindo os pulmões, traqueia e epiglote, e migrar para o sistema digestivo, tornando-se parasita do intestino. Os sintomas mais comuns são tosse seca, dispneia ou broncoespasmo, edema pulmonar, diarreia, dor abdominal, podendo ser acompanhada por anorexia, náusea, vômitos e dor epigástrica. Em sua forma grave, a estrongiloidíase apresenta os mesmos sintomas e, raramente, hemoptise e angústia respiratória. Quando não tratada, pode levar à morte.

Em NOTA a Vale informa:

“A Vale informa que direcionou equipe com biólogos e engenheiros ambientais para realizar avaliação da proliferação dos caramujos na região, além de promover a realização da capina e limpeza no local. A empresa reforça o seu compromisso com a segurança das pessoas das comunidades onde está presente e de suas operações. Cordialmente, Ludymilla Sá”

Matéria atualizada em 27/01/2023 às 10h48

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