MPMG e Instituto Newton Paiva firmam acordo para ampliar atendimento a mulheres vítimas de violência

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Instituto Cultural Newton Paiva Ferreira assinaram, na tarde desta segunda-feira, 26 de agosto, Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento de iniciativas voltadas ao atendimento integral e humanizado às mulheres vítimas de violência. A solenidade foi realizada na Procuradoria-Geral de Justiça, em Belo Horizonte.
Pelo acordo, o MPMG, por meio da Casa Lilian – Centro Estadual de Apoio às Vítimas, fará o mapeamento e encaminhamento de mulheres que sofreram violência e necessitam dos serviços ofertados pelo Instituto Newton Paiva, como atendimentos odontológicos, psicológicos, fisioterápicos, farmacológicos e de estética.
O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior; pela coordenadora da Casa Lilian, promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini; e pela integrante do comitê gestor da Newton Paiva Gabriela Guimarães Machado.

A promotora de Justiça Ana Tereza ressaltou que, em um cenário de aumento de todos os índices de violência contra a mulher no país e de avanços apenas recentes na legislação sobre o tema, a Casa Lilian atua para minimizar as consequências danosas desses delitos e para ser uma ponte entre a Justiça e toda uma rede que precisa atuar junto com o Ministério Público. “Temos o projeto Abrace, que justamente busca fomentar essas redes e trazê-las para junto da gente. E as universidades são um caminho muito potente para isso”, disse. “Essa parceria com a Newton Paiva vai permitir que a gente possa oferecer mais cuidado a essas mulheres”.
Em nome do Instituto Newton Paiva, Gabriela Machado disse que o acordo é fruto do trabalho conjunto realizado em prol das mulheres vítimas da violência e representa um passo importante na missão de promover um atendimento integral e humanizado. “É inspirador ver como a colaboração entre as instituições pode gerar um impacto positivo na vida de tantas mulheres que precisam do nosso apoio”, enfatizou.
Segundo Jarbas Soares Júnior, o MPMG vem adotando uma política permanente de olhar para as vítimas, com foco no melhor atendimento e acolhimento. “A Casa Lilian talvez seja a primeira grande semente plantada. Espero que outras universidades venham também aderir a essa iniciativa”.
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