Há seis anos, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, chocou o Brasil e o mundo. Foram 272 vidas perdidas, comunidades destruídas e um impacto ambiental e social que deixou marcas profundas. Uma tragédia anunciada, que revelou as fragilidades de um sistema que insiste em priorizar o lucro.

Mesmo após esse desastre, pouco mudou. Mineradoras seguem acumulando lucros enquanto sonegam recursos bilionários. A legislação ainda favorece as empresas em detrimento dos municípios mineradores e impactados pela atividade, e a ANM, sucateada, continua sem condições de cumprir seu papel. O resultado? Mais de 90 barragens em estado de alerta e comunidades vivendo sob constante risco.

A AMIG, ao longo de 35 anos, tem lutado por uma mineração justa e responsável, que respeite vidas, proteja o meio ambiente e garanta compensações adequadas aos territórios minerados. É inaceitável que tragédias como Brumadinho sejam vistas como eventos isolados. É hora de fortalecer a fiscalização, cobrar transparência das empresas e priorizar as pessoas acima dos interesses econômicos.

Brumadinho não pode ser apenas um marco trágico. Precisa ser um símbolo de transformação profunda no setor, para que jamais se repitam tragédias como essa.
Fonte: AMIG










