Ex-namorado é indiciado pela PCMG por crimes contra adolescente

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Ex-namorado é indiciado pela PCMG por crimes contra adolescente
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Ameaça contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, sequestro e cárcere privado, divulgação de cena de conteúdo pornográfico e descumprimento de medida protetiva. Esses foram os crimes pelos quais um investigado, de 18 anos, foi indiciado em dois procedimentos pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
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Os inquéritos policiais foram concluídos nesta sexta-feira (6/6), já com o homem preso em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O trabalho é da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) local, que começou a investigação para apurar inicialmente o crime de sequestro e cárcere privado de uma adolescente, de 14 anos.
Crimes
Em 29 de maio deste ano, a mãe da vítima compareceu à Deam para informar o desaparecimento da menina. De acordo com a delegada Patrícia Godoy, responsável pelas investigações, a mulher relatou que a filha poderia estar sendo mantida em cárcere pelo ex-namorado.
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“A vítima, menor de idade, foi coagida ir ao encontro do ex-namorado mediante ameaça de exposição de conteúdo íntimo no último dia 27 de maio e, ao encontrá-lo, foi conduzida contra a vontade para um bairro da região Oeste em Belo Horizonte, onde permaneceu por dois dias sob vigilância e ameaça com faca”, informou a delegada.
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Prisão
A mãe do suspeito também pediu apoio policial e, em 30 de maio, o investigado foi preso em flagrante na casa dela, no bairro Amarante, em Betim, local em que a vítima foi encontrada. A PCMG representou pela conversão da prisão em preventiva.
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No curso das investigações, foram ouvidas cinco testemunhas, além do suspeito e da vítima. O investigado alegou que a adolescente queria reatar o relacionamento e voluntariamente foi até ele. Já a vítima, revelou ter sido ameaçada com faca, forçada a acompanhar o ex-namorado e impedida de sair livremente, além de ter sido ameaçada com a divulgação de conteúdo íntimo.
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Indiciamento
O inquérito policial com a conclusão do Auto de Prisão em Flagrante Delito com 64 páginas foi finalizado com o indiciamento do suspeito por descumprimento de medida protetiva, crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e no outro procedimento, com 138 páginas, o investigado foi indiciado por ameaça, sequestro e cárcere privado, do Código Penal, e pelo crime previsto no artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).