Homem flagrado arrastando mulher é preso pela PCMG em Uberlândia
O caso ocorreu no último domingo (10/8), no bairro Canaã, ganhando grande repercussão após o vídeo com as cenas do crime ser compartilhado em redes sociais. De acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), delegada Daniela Novais Santana, as imagens chegaram ao conhecimento da equipe da PCMG no dia seguinte ao fato (11/8).
“Pelas informações que nós tivemos, durante levantamentos, eles [vítima e suspeito] moravam em um assentamento e, em decorrência dessas agressões, os populares ficaram muito revoltados e ele [investigado] estava sendo ameaçado”, contou a delegada.

Os policiais civis apuraram ainda que o casal, que mantém um relacionamento há três anos, já havia residido em outros estados, sendo levantada a possibilidade de que poderiam estar deixando a cidade.
Motivação fútil
De acordo com Santana, as investigações apontaram que o crime teria motivação fútil, sobressaindo a relação de dominação que muitos homens ainda acreditam ter sobre a mulher.
“Ele alegou que ela estava embriagada e, depois de fazerem uso de drogas e álcool, ela começou a tirar a roupa. Em decorrência disso ele ficou com muito ciúmes e a empurrou”, disse a policial.
Ainda segundo o suspeito, “ele não tinha condições de carregar a mulher, então, ele a arrastou pelo cabelo até atrás de um caminhão. Ali eles continuaram a discussão”, completou Daniela.
Histórico violento
Durante as investigações, testemunhas relataram à polícia um histórico de violência entre o casal, com brigas frequentes e agressões.
“Embora a vítima tenha negado ter sido agredida em outras oportunidades, ela apresentava lesões corporais compatíveis ao arrastamento e também outras lesões”, pontuou a delegada, acrescentando: “Ela afirmou ainda que não se recorda de ter sido arrastada, em decorrência do uso de drogas, ou seja, é uma vítima que está em situação de vulnerabilidade tanto social quanto de violência”.
A mulher recebeu atendimento médico, para cuidados das lesões sofridas, e passou por exame de corpo de delito. A Polícia Civil ofereceu apoio psicológico e social à vítima, que recusou o acolhimento.
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