
O projeto inclui iniciativas de pesquisa, capacitação e gestão da informação, com o intuito de promover melhorias para a saúde pública do estado. O prazo de vigência do Protocolo de Intenções será de cinco anos a partir da assinatura, podendo ser prorrogado por igual período.
Para o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, essa é a continuação de um ciclo virtuoso de colaboração e desenvolvimento entre a SES-MG e a universidade. “Esse protocolo não só colherá frutos dessa parceria já existente, como no caso do teste genético do pezinho, mas também planta sementes que ainda serão colhidas, como o teste genético de câncer de mama. A UFMG é um patrimônio do estado e graças a ela conseguimos avanços técnicos e científicos que beneficiam toda a população”, destacou.
Na prática, oito de cada dez consultas não precisam de exames posteriores e encaminhamento, gerando economia para o SUS e diminuindo a sobrecarga na Atenção Primária.

Outras conquistas importantes dessa integração foram o desenvolvimento da vacina Calixcoca, inovação terapêutica contra a dependência de cocaína e crack e a retomada dos transplantes de pulmão em Minas Gerais após 11 anos de interrupção.
A reitora da UFMG, Sandra Goulart, ressaltou que a formalização da parceria fortalece os laços estabelecidos. “O protocolo consolida ações que estamos realizando há muito tempo e aponta para outras potenciais áreas de colaboração para continuarmos trazendo melhores condições de vida para os mineiros”.
“Esse protocolo sinaliza a implementação de políticas que vão mudar a vida das pessoas. É por meio dessa parceria que teremos os exames de eletrocardiograma nas unidades móveis de saúde”, completou o secretário Fábio Baccheretti.
Parceria estratégica
Desde 2021, SES-MG e a Escola de Enfermagem da UFMG vêm desenvolvendo um importante projeto para melhorar as coberturas vacinais no Estado, por meio do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (OPESV). O projeto consiste na realização de oficinas de trabalho com os municípios para construção de planos de ação, com indicadores de processos de trabalho e monitoramento dos índices vacinais em todos os ciclos de vida.
Atualmente, o projeto também é financiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com a vigência de quatro Cartas Acordo com a Universidade. De 2021 a 2025, foram realizadas Oficinas em todas as Unidades Regionais de Saúde, envolvendo mais de 3,9 mil participantes.
Outros projetos também são desenvolvidos com o OPESV/EEUFMG, como o fortalecimento dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e o diagnóstico da Rede de Frio Estadual.
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